Prazos prorrogados - Simpósios Temáticos

A ABRALIC informa que o prazo para submissão de propostas de simpósios temáticos no XIX Encontro ABRALIC foi prorrogado até o dia 29 de fevereiro, ou enquanto restarem vagas.

Lembramos que apenas os coordenadores dos simpósios aceitos deverão quitar a anuidade, motivo pelo qual nossa plataforma de pagamentos estará aberta para recebimentos somente após a emissão das cartas de aceite aos simpósios aprovados. Destacamos que os coordenadores de simpósios têm isenção no pagamento da inscrição no congresso, ficando responsáveis apenas por quitar a anuidade como sócios da ABRALIC.

  • ABRALIC ROTEIRO AMAZÔNICO

    A gestão da ABRALIC, biênio de 2024-2025, dá o pontapé inicial nas atividades programadas para o interior do Amazonas com a ABRALIC Roteiro Amazônico. São Gabriel da Cachoeira, município com maior concentração de indígenas do Brasil, é a primeira parada do evento itinerante. Trata-se de importante projeto para levar os estudos de Literatura Comparada para todo o Amazonas, para além de Manaus. Afirmamos assim nosso compromisso de abraçar todo o estado e de alcançar professores e estudantes de Letras. Quem sabe todos/as poderão se (re)encontrar em Manaus, de 1 a 5 de julho de 2024, no XIX Encontro da ABRALIC e em 2025 no XIX Congresso Internacional da ABRALIC.

NOTA PÚBLICA SOBRE A MUDANÇA NA DIREÇÃO DA CAPES

NOTA PÚBLICA SOBRE A MUDANÇA NA DIREÇÃO DA CAPES

CHAMADA PARA SIMPÓSIOS TEMÁTICOS

A Associação Brasileira de Literatura Comparada tem a satisfação de anunciar à comunidade acadêmica o XIX Encontro ABRALIC a se realizar presencialmente em Manaus – AM, no período de 01 a 05 de julho de 2024. Com o objetivo de promover diálogos e discutir temas essenciais no âmbito da Literatura Comparada, convidamos pesquisadores e docentes da área a submeter propostas de Simpósios Temáticos (STs) a partir do dia 01 de fevereiro e até o dia 22 de fevereiro - ou até se esgotarem as vagas - por meio de nosso site e em conformidade com as normas dispostas nesta chamada.

CHAMADA PARA SIMPÓSIOS

Os eixos para os simposistas inscreverem os simpósios esse ano são os seguintes:

Neste eixo abre-se espaço para as investigações que revelam as articulações entre as políticas de promoção do livro e da leitura e a integração de ações de leitura no currículo escolar. A memória, a história e/ou as experiências individuais e coletivas em mediação de leitura. Apresentação de resultados de redes de agentes de literatura (escritores, professores, bibliotecários) sobre projetos, atividades, práticas e eventos. Questionamento sobre a identidade e a função da literatura pelo filtro da articulação entre sistema textual específico em que se configuram os elementos de recepção que a sustentam e legitimam. Reavaliação das práticas de leitura de literatura, com destaque para novas potencialidades quando introduzidas por meio das tecnologias.

CADASTRE-SE

 

Neste eixo abre-se espaço para pesquisas que discutem a intrincada relação entre literatura, margens e fronteira. Recorrência nas verificações dos conceitos de nação e de região, diante da acentuação de peculiaridades locais. Abordagem acerca da necessidade de se estruturar uma “a nova ordem mundial [que] implica remapear as culturas do conhecimento acadêmico e os “loci” acadêmico de enunciação em função dos quais se mapeou o mundo” (Mignolo, 2003, p. 418). Pesquisas de natureza comparatista alinhadas ao redimensionamento das fronteiras geográficas, textuais e disciplinares, cujo locus enunciativo é o Sul do mundo. Percursos formais e/ou estruturais comuns à performance oral de narrativas e de outras formas de textualidade oral como provérbios, ditos, casos, canções, dentre outras.

CADASTRE-SE

 

Percorrendo o globo terrestre desde as bacias hidrográficas que cortam as paisagens da Amazônia, que cartografias culturais podemos encontrar na literatura, em diálogo com as muitas geografias que caracterizam o globo? Partindo desse lugar central que a região amazônica tem ocupado, este eixo objetiva receber propostas de simpósios que contemplem o diálogo interdisciplinar, conceitos e categorias como território, fronteiras, ecocrítica, paisagem, espaço, lugar, cartografias, diáspora, para pensar formas culturais e imaginários (alternativos ou não) produzidos via literatura. Dito de outro modo, considerando o cenário global e as relações Norte e Sul ou Sul-Sul, o eixo busca estimular debates em torno de um questionamento fulcral: o que pode – para além de atitudes celebrativas ou de narrativas homogêneas que apagam das paisagens os povos, a luta de classes, os problemas de gênero, as culturas subalternizadas – o debate e a investigação literária frente a práticas predatórias, ultraneoliberais, frente a crises climáticas e humanitárias?

CADASTRE-SE

 

Tema que vai, ao longo da segunda metade do século XX, tornando-se central em debates suscitados pelos estudos Pós-modernos, Pós-coloniais, Culturais, Subalternos e Decoloniais, a diversidade cultural segue como linha de investigação dos estudos literários e como demanda urgente das novas gerações. Considerando a relação entre os tempos e os espaços, notadamente os cenários que caracterizam eventos como o colonialismo, as independências e a ascensão de novos Estados-nação, mas também cenários de um mundo pós-Guerra Fria, assinalado por relações condicionadas pelas tecnologias digitais e pela inteligência artificial, uma reflexão permanece: o que a Literatura Comparada pode, entre as duas primeiras décadas do século XXI, agregar quanto a debates críticos que permeiam a diversidade cultural? Este eixo aceita, portanto, propostas que instiguem um pensamento atual em torno do tema, considerando, de modo especial, as complexidades políticas e econômicas que caracterizam as relações globais e locais no presente século.

CADASTRE-SE

 

Neste eixo, espera-se reunir pesquisas que discutam o ensino de Literatura com a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC), bem como a literatura em gêneros discursivos digitais e desenvolvimento e aplicação de tecnologias em pesquisas nos estudos literários. Os trabalhos podem versar tanto sobre os pressupostos teóricos sobre o uso de recursos tecnológicos em sala de aula para o ensino da literatura, bem como discorrer sobre possíveis estratégias de ensino de Literatura com a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC), com base em orientações teóricas e legais, e também sobre o uso de tecnologias em pesquisas literárias, softwares, aplicativos, banco de dados ou técnicas em desenvolvimento ou já testadas. Espera-se o encontro de trabalhos que possam pensar este novo momento da literatura, destacando sua interface com as TICs tanto para pensar o ensino quanto o próprio fazer literário e para a pesquisa.

CADASTRE-SE

 

Este eixo temático abrange discussões a respeito dos modos de inclusão das representatividades (étnica, etária, de classe, de necessidades especiais, de liberdade sexual, de identificações de gênero, de ecologia, entre outras) tanto nas línguas estrangeiras, indígena e portuguesa quanto na escrita literária, na inter-relação desta com as demais linguagens artísticas, bem como de seu acesso ao mercado editorial, com o propósito de acolher, destacar e compartilhar as experiências das vozes diversificadas e transgressoras dos personagens em situações de dominação em um sistema social. Para isso, acolhemos proposta de comunicação que tratem de obras literárias que reflitam sobre o tema junto com autores que o trazem para o centro do debate sob vieses variados, dentre eles a subalternização de que Gayatry Spivak trata, o saber ancestral apontado por Márcia Cambeba, ação do homem no século XXI, conforme Ailton Krenak, a biopolítica pensada por Michel Foucault, a profanação sob o olhar de Giorgio Agamben.

CADASTRE-SE

 

Neste eixo temático, recebemos propostas de reflexões sobre diferentes formas de gêneros discursivos em línguas vernáculas e estrangeiras, sobre textos literários, em dinâmica comparada ou exclusiva, sob a luz de pensadores das inter-relações sociais no século XXI, entre eles Nestor Canclini, Stuart Hall, Mikhail Bakhtin e Peter McLaren, que apontam para a hibridação (conexões, desconexões e recomposições multitemporais) de elementos de culturas nos diferentes espaços sociais e das manifestações que se dão nas margens entre o que tem sido, ao longo dos tempos, considerado erudito e popular, ancestral e colonial, bem como daquelas que abrangem as linguagens canônicas entrelaçadas às tecnologias em vigor.

CADASTRE-SE

 

Neste eixo, espera-se o encontro de estudos de Literatura Comparada compreendida para além dos limites disciplinares, da comparação de obras literárias de diferentes culturas e períodos históricos. Embora se espere a Literatura como objeto de análise, que vai além das fronteiras de um país, de tempo e de espaço, os argumentos da Literatura Comparada também levam às relações entre a Literatura e outras áreas do conhecimento (as Artes, a Filosofia, Linguística, a História, a Antropologia, a Sociologia, a Psicologia, a Geografia); que permite, seguindo os pressupostos de Remak (1980), encontrar semelhanças e diferenças entre obras de outras artes, analisando temas, estilos e técnicas utilizadas ou estabelecendo conexões interdisciplinares com outras áreas do conhecimento. Emergem dentro da Literatura dessas outras áreas de conhecimento estudos culturais, sociais e temas urgentes como interseccionalidade, feminismos, gênero, literatura negra, etarismo, tabus, infância.

CADASTRE-SE

 

Os estudos de Literatura Comparada deste eixo devem discutir as teorias da Literatura e seus métodos, compreendendo o plural de teorias possíveis para a Literatura para o desenvolvimento das pesquisas na área. Não se deve buscar a afirmação da superioridade ou pequenez de uma ou de outra teoria, mas é preciso afirmar "a pluralidade para que apontam essas hesitações e, de outro, a imbricação entre as várias disciplinas que algumas dessas designações estão a indicar e, de outro, que essas disciplinas, como é comum no campo das ciências humanas, redefinem constantemente seus próprios estatutos e modificam frequentemente seus dispositivos teóricos” (Carvalhal, 1994, p. 10). Abre-se espaço para as pesquisas desenvolvidas em Programas de Pós-graduação e a Grupos de Pesquisa que afirmam métodos de teorias consagradas, que aproximam teorias e métodos e que desenvolveram ou desenvolvem novas teorias e métodos.

CADASTRE-SE

 

As imagens fragmentadas do mundo contemporâneo solidificam na topologia do espelhamento movendo a engrenagem histórica e política, exarando o caráter interdisciplinar. Nesse sentido, os percursos da literatura contemporânea devem ser pensados na relação das imagens que entrelaçam, cindem e verticalizam com outras ramificações do conhecimento. Os elos estabelecem as compatibilidades e contrastes entre forças estéticas, tematizando a hipermodernidade, o sobrenatural, a ecocrítica, a tradução, interstícios plásticos do pensamento, o erotismo, a intensidade imagética e extemporânea, em consonância com o pensamento de Giorgio Agamben, abrindo espaço para a contestação política, pois as configurações atuais da literatura percebem as fissuras no corpo social. Enfim, o eixo 10 abarca o pensar nas particularidades das inter-relações fronteiriças entre as teorias estéticas da literatura contemporânea aliadas às ramificações de sobrevivência imagética.

CADASTRE-SE

 

CARTA ABERTA À PRESIDÊNCIA DA CAPES

CARTA ABERTA À PRESIDÊNCIA DA CAPES

gestão biênio 2024-2025

Prezados/as associados/as da ABRALIC,

Com grande alegria anunciamos que a nova gestão do biênio 2024-2025 está com sede na UFAM, em Manaus, Amazonas, um cenário propício ao debate, entrelaçado à rica diversidade cultural e natural. Convidamos todos a acompanhar de perto as novidades, incluindo o lançamento em breve do edital para simpósios.

Informamos que nosso XIX Encontro ABRALIC está agendado para os dias 1 a 5 de julho de 2024. Juntos, faremos deste biênio um período de grandes realizações. Fiquem atentos às atualizações!

O MANTO DE ARLEQUIM DE ANTONIO NEGRI


Foto de Christian Werner e Alexandra Weltz, publicada na revista Cult.

O XVIII Congresso da ABRALIC, realizado em Salvador em julho de 2023, teve o prazer de receber, como palestrante, o grande cientista político e filósofo Antonio Negri. Seria difícil imaginar que, com menos de 6 meses depois desse evento, ocorreria o falecimento desse importante pensador contemporâneo, cuja vertente filosófica se alinhou tão bem à proposta do Congresso "A Literatura Comparada e a invenção de um mundo em comum".

Antonio Negri nasceu na cidade de Pádua, na Itália, em 1933, onde fez sua formação acadêmica e participou intensamente da militância política de esquerda. Foi um dos expoentes do marxismo operário entre os anos de 1960 a 1979. Com outros intelectuais, fundou o movimento Autonomia Operária e, acusado injustamente de ser um dos líderes das Brigadas Vermelhas, foi condenado a 13 anos de prisão em 1979. Cumpriu os quatros primeiros anos e, como foi eleito deputado dentro ainda do cárcere, conquistou a imunidade parlamentar; desse modo ele pôde sair da prisão, mas teve a imunidade caçada. Devido a isso e à atmosfera de violência instalada no território italiano contra a ala de esquerda, da qual fazia parte, Negri ficou exilado em Paris por 14 anos, com o apoio de amigos franceses, dentre os quais o de Félix Guattari. Na França, trabalhou como professor universitário e manteve intenso contato com Michel Foucault e Gilles Deleuze. Depois desse período, a partir de 1997, retornou à Itália mesmo tendo consciência de que seria detido. Ao chegar em território italiano, foi o que realmente aconteceu. Foi preso e cumpriu parte da pena em regime semiaberto na prisão de Rebbibia, em Roma, até 2003, quando finalmente foi libertado.

Quanto à produção de sua obra, a partir dos anos de 1980, dedicou-se ao estudo do pensamento de Bento Espinoza e, ao lado de Gilles Deleuze, redescobriu as forças da filosofia espinoziana para a compreensão política e filosófica de seu tempo. Em colaboração com Michael Hardt, escreveu as obras "Império", "Multidão" e "Bem-estar-comum", três livros importantes na teoria política contemporânea, com os quais ganhou notoriedade internacional nos primeiros anos do século XXI. Além dessas obras, escreveu inúmeros outros livros, dentre os quais destaco; "Biocapitalismo'; "Exílio, seguido de valor e afeto"; "De volta: abecedário biopolítico"; "Jó, a força do escravo"; "A anomalia selvagem; poder e potência em Espinosa", "Quando e como eu li Foucault", "Kairòs, alma vênus, multitudo: nove lições ensinadas a mim mesmo", entre outros livros.

A Associação Brasileira de Literatura Comparada sentiu-se honrada e extremamente feliz em ter como Palestrante a importante voz de Antonio Negri que, por motivos de saúde, não pôde estar presencialmente, mas, com esforço e enorme boa vontade, gravou a palestra intitulada: "O manto de Arlequim: uma nova política do comum", que foi exibida no Auditório da Reitoria da Universidade Federal da Bahia e fechou o Congresso da ABRALIC em 2023.

 

UMA BREVE APRECIAÇÃO SOBRE A PALESTRA DE ANTONIO NEGRI

Quando participamos da gravação da palestra de Antonio Negri, todas as pessoas presentes foram unânimes em relatar sua intensa emoção em ouvir a fala desse importante pensador da atualidade, que teve uma experiência tão forte de vida e acabou resistindo às enormes dificuldades durante sua travessia política.

Antonio Negri estava usando suplementação de oxigênio, mas fomos nós que acabamos sendo oxigenados pela sua generosidade, pela força de seu pensamento e por sua rica trajetória política e existencial. Realmente, sua palestra trouxe novo ânimo, se consideramos a filosofia como algo que nos possibilita viver, a reinventar o mundo e a construir o comum.

Com a gravação da palestra e a aproximação, ainda que virtual, pudemos constatar a alegria desse homem para elaborar e apresentar seu pensamento. Diante disso, confirmei que ele estava mesmo certo quando afirmou, em um de seus livros, que "A alegria é um dispositivo que nos vincula ao mundo; é indissociável do comum, da vida imanente. Tudo isso é Bios. E a revolução consiste em colocar a vida no centro da existência humana. Alguma coisa mudou: é a recomposição da vida".2 E foi o que ocorreu: alguma coisa mudou em nós, em nossa disposição anímica naquele momento. Silenciosamente, em cada palavra respirada, em cada frase interrompida pela tosse, ouvíamos um pedido para que reinventássemos o mundo junto a ele, que não parássemos de lutar, de agir e de criar.

Foi mesmo uma oportunidade única: a de ouvir Antonio Negri na ABRALIC. O seu manto de Arlequim foi aberto generosamente para todos os ouvintes, em perfeita sintonia com sua linguagem e sua história de vida. Numa referência clara ao personagem italiano da Comedia dell'arte, um teatro popular feito para ir às ruas, Antonio Negri mostrou como a veste desse personagem traz um mosaico de tecidos diferentes, com formas e cores diversas, que exalta o comum como experiência de singularidades em diálogo, em relação, em cooperação.

Que o manto do Arlequim, tecido e destecido por Negri na palestra de fechamento do Congresso da ABRALIC e em sua história, seja fonte de inspiração para a reinvenção de nosso mundo e de nossa arte de viver. Antonio Negri fez, em 01 de agosto de 2023, 90 anos de existência e nos deixou definitivamente em 16 de dezembro do mesmo ano. Sua obra permanecerá imortal, e seu legado será lido e escutado por todos aqueles que desejam transformar o mundo em um espaço mais justo e mais igualitário, com partilha de sonhos e construção de um outro amanhã.


1 Professora Titular de Teoria da Literatura do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia. Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA.

2 Negri, Antonio. DE VOLTA ABECEDÁRIO BIOPOLÍTICO – entrevista com Anne Dufourmantelle – Ed. Record. 2006. p. 43.

PROPOSTAS PARA A MELHORIA DO ENSINO DE LITERATURA NO BRASIL

A ABRALIC publica abaixo o documento redigido pela comissão criada pela Associação para discutir a atual situação do ensino de literatura no Brasil e elaborar propostas com vistas à ampliação de sua presença na educação básica e superior. Os colegas que compuseram a comissão – Ana Crelia Dias, Clécio Bunzen Jr., Cristiane Brasileiro, Maria Amélia Dalvi, Maria Nazaré Lima e Suzane Lima Costa – trabalharam arduamente e os resultados de suas discussões foram sistematizados na carta abaixo, que inclui as sugestões apresentadas pela audiência quando da apresentação no XVIII Congresso Internacional da ABRALIC. Cientes da importância dos argumentos e das propostas elencadas no documento, esperamos que todos os membros da Associação o leiam e divulguem, participando dessa luta em prol da melhoria na qualidade do ensino da literatura.

CARTA À ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LITERATURA COMPARADA

RESULTADO DOS EDITAIS 01 E 02/2023 DA ABRALIC PRÊMIOS DIRCE CÔRTES RIEDEL E BORIS SCHNAIDERMAN

Conforme previsto nos editais acima especificados, informamos os nomes dos/das vencedores/as dos Prêmios a serem concedidos pela ABRALIC durante o seu XVIII Congresso Internacional:

PRÊMIO BORIS SCHNAIDERMAN

Vencedora: Simone Homem de Mello, pela tradução de Phantasus, poema-non-plus-ultra de Arno Holz (Ed. Perspectiva).

Primeira menção honrosa: Maurício Mendonça Cardozo, pela tradução de A rosa de ninguém, de Paul Celan (Editora 34).

Segunda menção honrosa: Felipe Franco Munhoz, pela tradução de O cavaleiro de bronze e outros poemas, de Aleksándr Púchkin (Ed. Kalinka).

A comissão avaliadora foi formada pelos/as seguintes Professores/as:

Silvia La Regina (UFBA) - Presidente
Ana Helena Rossi (UnB)
Cacio José Ferreira (UFAM)
Myriam Correa de Araújo Ávila (UFMG)
Patrícia Peterle (UFSC)

PRÊMIO DIRCE CÔRTES RIEDEL

Vencedor na categoria Tese: André Luís Mourão de Uzêda, pelo trabalho intitulado A poética patrimonial de Manuel Bandeira: Crônicas da província do Brasil, o monumento menor da brasilidade modernista, defendido sob orientação do Prof. Dr. Frederico Augusto Liberalli de Góes no Programa de Pós-Graduação em Letras (Ciência da Literatura) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Menção honrosa na categoria Tese: Matheus Barreto, pelo trabalho intitulado Ritmo & tradução: a configuraçãoo rítmica na tradução de dez textos literários de língua alemã, defendido sob orientação da Profa. Dra. Juliana Pasquarelli Perez no Programa de Pós-Graduação em Letras (Alemão) da Universidade de São Paulo.

Vencedora na categoria Dissertação: Natalia Oásis de Oliveira, pelo trabalho intitulado "Peuple du Ciel", de J. M. G. Le Clézio, e a cosmogonia Hopi: uma tradução comentada, defendido sob a orientação da Profa. Dra. Germana Henriques Pereira e coorientação do Prof. Dr. Álvaro Arias Echeverri no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade de Brasília.

Primeira menção honrosa na categoria Dissertação: Igor Gonçalves Miranda, pelo trabalho intitulado A ensaística especular e fantasmática de Italo Calvino, defendido sob orientação do Prof. Dr. Fernando de Mendonça no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Sergipe.

Segunda menção honrosa na categoria Dissertação: Sara Martins Ramos, pelo trabalho intitulado Stella do Patrocínio: entre a letra e a negra garganta de carne, defendido sob orientação do Prof. Dr. Andrea Ciacchi, no Programa de Pós-Graduação em Literatura Comparada da Universidade Federal da Integração Latino-Americana.

A comissão avaliadora foi formada pelos/as seguintes Professores/as:

Regina Zilberman (UFRGS) - Presidente
Anderson Luís Nunes da Mata (UnB)
Cássia Maria Bezerra Nascimento (UFAM)
Ivete Lara Camargos Walty (PUC-Minas)
Marcelo Magalhães Leitão (UFCE)

A ABRALIC parabeniza os/as autores/as dos trabalhos que se destacaram e seus/suas orientadores/as e agradece a participação de todos/as os/as que se inscreveram, assim como a colaboração dos membros das bancas. Informamos que entraremos em contato com os três vencedores para as providências necessárias à sua participação no XVIII Congresso Internacional.