• PARA UMA LEITURA DE PAISAGEM ENTRE LITERATURA E FILOSOFIA: NOVA CARTOGRAFIA POÉTICA DO BRASIL

    Neste texto, Maria Luiza Berwanger da Silva (UFRGS) aborda diálogos de natureza interdisciplinar sobre as paisagens poéticas e busca traçar uma cartografia para a produção literária brasileira, debatendo ainda o pensamento brasileiro em articulação com as leituras contemporâneas sobre o estudo da Paisagem.

    Maria Luiza Berwanger da Silva (UFRGS) possui doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pós-doutorado pela Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3. É pesquisadora associada ao CREPAL (Littératures Portugaise et Brésilienne), pesquisadora associada à Paris 3 – Sorbonne Nouvelle ao projeto: Vers une géographie littéraire, coordenado por Michel Collot, e pesquisadora associada à la Chaire d'Altérité (Maison des Sciences de l'Homme – Paris), onde desenvolve projeto de tradução da obra do filósofo François Jullien. Durante abril e maio de 2017, realizou estágio avançado com Michel Collot, Jean Bessière e François Jullien para a realização do projeto: Paisagem, entre Literatura e Filosofia.

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  • AURORA

    Nesta ficção, Verônica Stigger descreve as sensações e perturbações de uma personagem reclusa em seu apartamento, estranhamente expulsa para a rua, onde se depara com uma paisagem incerta e inesperada.

    Verônica Stigger é escritora, jornalista, professora e crítica de arte. Autora de Opisanie swiata (Cosac Naify, 2013); Sul ( Editora 34, 2016); Sombrio ermo turvo (Todavia, 2019), entre outros.

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Pensar o presente a partir da antiguidade. Pensar a antiguidade a partir do presente. Recepção, interpretação e tradução dos Estudos Clássicos.

CONGRESSO ABRALIC 2020
MESA-REDONDA 1
11 DE AGOSTO DE 2020, 14h
ANDANÇAS PELO MUNDO CLÁSSICO

Um olhar crítico sobre os estudos clássicos — André Malta Campos (USP)
Sófocles e a máquina trágica de pensar política — José Antonio Alves Torrano (USP)
Tradução como derivação estética e a percepção dos clássicos — Carlos Leonardo Bonturim Antunes (UFRGS) — mediador

O LINK PARA O EVENTO SERÁ DIVULGADO POSTERIORMENTE.

  • BREVES REFLEXÕES SOBRE O ENSINO EM TEMPOS DE PANDEMIA

    Em tempos de confinamento, em que a comunicação virtual e as tecnologias digitais passaram a conduzir impositivamente os modos de vida cotidianos, a professora Rachel Esteves Lima (UFBA) indaga sobre o futuro da atividade universitária, na tarefa de produção de um conhecimento que não dispensa a sociabilidade e a corporeidade do pensamento.

    Raquel Esteves de Lima é professora titular de Literatura Brasileira na Universidade Federal da Bahia, coordenadora do Núcleo de Estudos da Crítica e da Cultura Contemporânea e membro do grupo de pesquisa ATLAS - Análises Transdisciplinares em Literatura, Arte e Sociedade.

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Chamada Pública - Organon 69 - Estudos do Gótico: de Otranto à contemporaneidade

A revista Organon (https://seer.ufrgs.br/organon), do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), convida à submissão de artigos inéditos para o número 69 - Estudos do Gótico: de Otranto à contemporaneidade, a ser publicado em 2020.

"Gótico" é um conceito dotado de notável capacidade de adaptação, e ao longo dos últimos séculos tem sido empregado para conceituar uma infinidade de tendências, autores e obras, o que levou à sua transformação em um termo "guarda-chuva" de sentido abrangente e força conceitual cada vez mais polissêmica. Surgida no limiar da modernidade iluminista, a literatura gótica tem se revelado duradoura como a própria modernidade dentro da qual se engendrou, o que se confirma nas sucessivas reedições e atualizações do gênero até os dias de hoje, tanto na literatura quanto em outras mídias. No cenário globalizado e pluralizado da contemporaneidade, categorias do Gótico exógenas ao cenário europeu, como o "American Gothic", o "Southern Gothic" e até mesmo o "Tropical Gothic", vêm ocupando espaço nos trabalhos acadêmicos em um movimento de hibridismo cultural no qual a hegemonia do centro passa a conviver com a pluralidade das margens. Assim, a presente chamada espera acolher textos que, em uma perspectiva tanto transcultural quanto transdiscursiva, discutam essa tendência do espírito moderno que afetou profundamente os modos de pensar, de sentir e de expressar a arte nesses 250 anos de sua permanência na literatura, na cultura e no imaginário mundial. Espera-se contribuições que incluam, mas não se limitem aos diferentes movimentos regionais do gótico (nos EUA, no Canadá, o Southern Gothic, o gótico tropical), seus momentos histórico-sociais (o gótico vitoriano, do início do século XX, o pós-gótico), expressões do gótico na África, na Ásia e na Oceania, o gótico brasileiro e o gótico no Brasil, o gótico em diferentes mídias (texto impresso, cinema, televisão, artes plásticas), além das inúmeras possibilidades teórico-críticas que relacionam o gótico aos estudos comparatistas, à psicanálise, estudos de gênero, estudos queer, simbologia e mitologia, pós-colonialismo, estudos culturais e teorias da pós-modernidade.

Organizadores: Prof. Dr. Claudio Vescia Zanini (IL/PPGLET/UFRGS) e Prof. Dr. Fernando Monteiro de Barros (UERJ São Gonçalo/PPLIN)

- Os autores deverão ser doutores ou doutorandos. Mestrandos somente serão aceitos como coautores.

- Os artigos deverão ser enviados pelo sistema (www.seer.ufrgs/organon), respeitando as normas de submissão da revista.

- Atenção para o período de submissão: de 05 a 30 de agosto de 2020.

Qualis 2013-2016: B1

EDIÇÃO: CONFIGURAÇÃO, CONSOLIDAÇÃO E INSTITUCIONALIZAÇÃO DE UM CAMPO DE ESTUDOS - SEGUNDA PARTE

Neste vídeo, a profa. Ana Elisa Ribeiro, do PPG em Estudos de Linguagens do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, oferece-nos uma breve e não exaustiva bibliografia empregada nos estudos da edição. Editoras, coleções e livros ajudam no entendimento e na consolidação das trilhas, diversas e atuais, pelas quais podemos nos embrenhar nesse campo de investigação e estudo. Há muitas obras que tangenciam ou mesmo que atacam diretamente os temas da edição, e aqui é possível conhecer e reconhecer algumas, publicadas no Brasil e no exterior.

Links relacionados:

Coleção Múltiplas Escritas, editora Ática, livros fora de catálogo, mas encontráveis na Estante Virtual.
Coleção Memória Editorial, Edusp e O livro no Brasil: https://www.edusp.com.br/loja/colecoes/39/memoria-editorial
Coleção Artes do Livro e todo o catálogo da Ateliê Editorial: https://www.atelie.com.br/
Editora Unesp, em especial John Thompson: http://editoraunesp.com.br/catalogo
Livros sobre pesquisa em revisão de textos, coleção Questões contemporâneas... selo Artigo A: https://gullivereditora.com.br/loja/
Coleção Pensar Edição (editoras Moinhos e Contafios): https://editoramoinhos.com.br/loja/combo-colecao-pensar-edicao/
Editora Ampersand, Buenos Aires: https://www.edicionesampersand.com/
Eduvim, em Córdoba, Argentina: https://www.eduvim.com.ar/catalogo
Fondo de Cultura Económica, coleção Libros sobre Libros: https://www.fce.com.ar/ar/libros/listado.aspx?cat=c&idCol=45

COMPARATIVAMENTE QUEER, de Anselmo Alós (UFSM)

Antes de se traduzir (ou de não se traduzir) o queer, talvez seja pertinente retomar um pouco do contexto do termo. Em inglês, queer possui uma carga semântica muito pesada, espessa e opaca. Na linguagem ordinária, queer (o adjetivo) carrega os sentidos de bizarro, estranho, anormal, freak, não natural, não convencional. Especula-se que o vocábulo tenha surgido no Baixo Alemão, quer (significando oblíquo, perverso), e teria migrado para o inglês por volta do século XVI. Como adjetivo, queer não era uma palavra cujo sentido estaria associado às sexualidades dissidentes. É apenas com a utilização na forma nominal, the queer, que o termo passa a ser utilizado como substantivo para designar, pejorativamente, os homossexuais – em um primeiro momento, homens homossexuais e, ao longo dos séculos XIX e XX, todo e qualquer sujeito de sexualidade indesejável (isto é, fora do eixo burguês da heterossexualidade compulsória, e da economia política da família supostamente nuclear). Essa 'videointervenção' busca, despretensiosamente, situar e contextualizar a teoria queer, e explorar brevemente em que medida ela pode dialogar produtivamente com os estudos de literatura comparada.

Anselmo Peres Alós possui Graduação (2002) e Doutorado (2007) em Letras pela UFRGS. É Professor Associado I na UFSM. Foi Professor-Leitor junto ao Instituto Superior de Ciência e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM), no período de 2009 a 2011. É Líder do Grupo de Pesquisa Trânsitos teóricos e deslocamentos epistêmicos: feminismos, estudos de gênero e teoria queer, criado em 2012 e cadastrado junto ao CNPq. Membro da ANPOLL (Grupo de Trabalho "Homocultura e Linguagens"), da ANPOF (Grupo de Trabalho "Filosofia e Gênero"), da ABRALIC e do Comitê Assessor de Ciências Humanas e Sociais da FAPERGS, Gestão 2017- 2019. Coordenador Substituto do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFSM. Autor dos livros A letra, o corpo e o desejo (2013) e Leituras a contrapelo da narrativa brasileira (2017). Organizador dos livros Poéticas da masculinidade em ruínas (2017) e Figurações do imaginário cinematográfico na contemporaneidade (em colaboração com Renata Farias de Felippe e Andrea do Roccio Souto, 2017). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq.

REFLEXÕES SOBRE UMA NOVA HISTORIOGRAFIA LITERÁRIA NA AMÉRICA LATINA

Texto de Eduardo F. Coutinho

Com a contribuição de correntes do pensamento como a Desconstrução, a Nova História e os chamados Estudos Culturais e Pós-Coloniais, a Historiografia Literária vem sofrendo, nas últimas décadas, considerável transformação, que se faz sentir pelo questionamento de alguns de seus pilares tradicionais, como as noções de "progressão linear", "nação", "idioma" e "literariedade". Na América Latina, onde a historiografia literária sempre tomou por base os modelos europeus, e deixou de lado a produção de grande parte da população, como os indígenas e africanos, a questão vem inquietando diversos estudiosos, e já deu margem à criação de Histórias Literárias de alto teor inovativo, que dão voz a esses grupos, até então silenciados. Este trabalho consiste numa reflexão sobre esta nova historiografia literária na América Latina, e sobre o papel que ela vem desempenhando no campo dos estudos latino-americanos e de Literatura Comparada de maneira geral.

EDUARDO DE FARIA COUTINHO é Professor Titular Emérito de Literatura Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É membro fundador e Ex-Presidente da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC), ex-Vice-Presidente da Associação Internacional de Literatura Comparada (AILC/ICLA), membro do PEN Clube Internacional, membro da Academia Carioca de Letras e consultor científico de diversas agências de fomento à educação (CAPES, CNPq, FAPERJ, FUJB). É pesquisador 1 A do CNPq, e sua principal área de pesquisas é a Literatura Comparada, com ênfase sobre a Literatura Latino-Americana contemporânea.

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COMUNICADO AOS COORDENADORES DE SIMPÓSIOS

Porto Alegre, 16 de julho de 2020.

Estimadas/os coordenadoras(es) de Simpósios Temáticos,

Em primeiro lugar, desejamos que estejam bem de saúde.

Nesse segundo momento de contato com vocês, queremos agradecer pelo retorno com perguntas muito pertinentes que nos levam a elaborar uma segunda circular.

Inicialmente, gostaríamos de destacar que queremos marcar o ano de 2020 com atividades da Associação Brasileira de Literatura Comparada, ABRALIC, que somos todos nós.

O congresso da ABRALIC/2020 ocorrerá de forma virtual, com uma programação que se estende de agosto a novembro. Nos dias 17, 18 e 19 de novembro ocorre uma programação concentrada, com conferências, mesas e atividades culturais. Outras mesas integrantes do congresso serão distribuídas ao longo do semestre, assim como os simpósios. A programação geral do evento será disponibilizada quando tivermos todas as confirmações.

Nesta circular, damos orientações específicas sobre a organização dos simpósios, conforme segue:

1 – Os simpósios aprovados terão dois meses para a realização de seus trabalhos, de 15 de setembro a 15 de novembro.

2 – Os(As) coordenadores(as) terão autonomia para realizarem os seus encontros da forma que acharem melhor. Daremos suporte técnico, disponibilizando plataformas seguras por meio da UFRGS, o que será informado oportunamente. As inscrições para as apresentações deverão ser feitas na página Web da ABRALIC, no link https://abralic.org.br/downloads/2020/valores-xvii-congresso.pdf. Cabe aos(às) coordenadores(as) de simpósios estabelecerem datas e cronograma de apresentação, bem como a dinâmica dos debates.

3 – Solicitamos que as comunicações sejam gravadas, durante a apresentação dos(as) participantes na plataforma, para termos o registro da atividade na história da ABRALIC, especialmente em uma situação de exceção, como a que vivemos neste ano.

4 – Oferecemos aos(às) associados(as)/comunicadores(as) a possibilidade de apresentarem a sua comunicação da forma que puderem, até mesmo por meio de uma gravação realizada anteriormente e anexada à documentação, quando da inscrição na página da ABRALIC.

5 – Após a apresentação, o(a) comunicador(a) terá até o dia 15 de dezembro para encaminhar o texto para futura publicação em e-book. Pedimos aos(às) coordenadores(as) que comuniquem aos(às) participantes do ST que cada um(a) deve enviar o seu texto por meio de seu login na página da Abralic, como nos anos anteriores.

6 – Pedimos que os(as) coordenadores(as) de ST acessem sua conta via login, onde têm acesso aos nomes e e-mails dos comunicadores(as) aptos a apresentarem os trabalhos, e confirmem a participação dos(as) inscritos(as) no encontro virtual. Solicitamos ainda que os(as) coordenadores(as) nos informem a programação do simpósio e as datas de realização das atividades até 10 de agosto de 2020, para fins de divulgação nas redes sociais e na página da ABRALIC. Aceitamos também sugestões. Elas são sempre bem-vindas.

7 – Em relação aos custos, é importante destacar que já reduzimos os custos das inscrições e das anuidades para este ano excepcional. Manteremos valores reduzidos para todo o ano e manteremos os nossos compromissos com os(as) associados(as), publicando os resumos, fazendo a publicação das comunicações em cinco volumes em formato de e-books, e publicando um livro em formato físico e e-book com as conferências e as palestras das mesas. No entanto, destacamos que a Associação prevê gastos ao longo do ano e isso requer entrada de recursos, o que se dá através, principalmente, do pagamento da anuidade por parte de seus associados. Importante ressaltar que, como é usual nos congressos da ABRALIC, para se apresentar seu trabalho e tê-lo publicado, o(a) comunicador(a) deve pagar a inscrição e associar-se à ABRALIC. Um valor é a inscrição e outro é a anuidade.

Mais uma vez, reiteramos nossos agradecimentos pela sua participação e convidamos para que visitem a página da ABRALIC (https://www.abralic.org.br/), que vem sendo continuamente atualizada com ricas contribuições da comunidade acadêmica.

Com votos de saúde, subscrevemo-nos.

Diretoria da ABRALIC
Biênio 2020-2021

INFORMAÇÕES SOBRE VALORES E PAGAMENTOS

A Diretoria da ABRALIC informa os valores de anuidade e o cronograma de inscrições para o ano de 2020.

Orientações e valores:

1) Como ficar em dia com a ABRALIC?

Os associados da ABRALIC deverão realizar o pagamento da anuidade de 2020 para manter o vínculo de associação ativo ou tornar-se novo membro. A diretoria destaca que as anuidades deste ano atípico serão de grande relevância para a manutenção da Associação e por causa disso a diretoria optou por deixar valores diferenciados para os seus associados.

2) Diferenças de pagamento de coordenadores, participantes e ouvintes

  • Coordenadoras e coordenadores de simpósios estão dispensados de pagar a inscrição para o evento, efetuando somente o pagamento da anuidade da ABRALIC. Poderão submeter proposta de comunicação sem necessidade de pagar a taxa de inscrição.
  • Os participantes, exceto coordenadores, que desejam apresentar comunicação deverão pagar, além da anuidade, a taxa de inscrição.
  • Alunos de graduação e recém-graduados poderão participar na modalidade de apresentação de pôster, sendo necessário apenas pagar a taxa de inscrição desta categoria.
  • Os interessados na categoria ouvintes com emissão de certificado não pagam anuidade, pagam apenas a taxa de inscrição desta categoria.

3) Como pagar?

A diretoria da ABRALIC divulgará as formas de pagamento.

Acompanhe nosso site e nosso Facebook para mais informações.

Os pagamentos de taxas de inscrições e de anuidade da ABRALIC não serão devolvidos.

Valores da inscrição e da anuidade para o XVII Congresso Internacional da ABRALIC

SARAU HOTEL CAPRICORN

Poesia e textos em prosa do coletivo de autores Capricórnios (Berlim / Porto Alegre). Entre outras coisas há terceiros olhos, poemas de amor e uma festa pela infertilidade. Leituras em alemão com tradução de Vinícius Casanova Ritter (Porto Alegre-UFRGS)

Assista ao sarau: https://vimeo.com/422422351

1. Juliane Löffler (jornalista, Berlim): "De cisnes e adequação".

2. Robert Schade (leitor do DAAD, Porto Alegre): "Deus tá vendo".

3. Charlotte Silbermann (historiadora de arte, Berlim): "Três poemas de amor pequeninos", "Urtigas, "Sombra" e "Ventre Oceânico"

4. Rebecca Hoffmann (pedagoga e estudiosa literária, Berlim): "Tomem cuidado, toupeiras!", "A Sra. Meyer vai para o trabalho"

5. Saskia Trebing (jornalista, Berlim): "Bloody Mary"

O orientalismo carioca: Marrocos no imaginário de uma telenovela brasileira

Waïl S. Hassan (University of Illinois at Urbana-Champaign, EUA)

Se o orientalismo representa um discurso de domínio ocidental sobre o "Oriente", como argumentou Edward Said em seu livro Orientalismo (1978), o que acontece quando "viaja" para outra parte do Sul global? Quais são, por exemplo, os contornos do orientalismo brasileiro? Se não for impulsionado por motivos imperiais ou de política externa, quais são seus investimentos ideológicos? A palestra aborda essas questões focando a representação do Marrocos e do Islã na telenovela O Clone (2001-2002), da Rede Globo. A telenovela descreve o Marrocos como um lugar de alteridade e solidariedade. É ao mesmo tempo o repositório da espiritualidade autêntica, bem como um país antimoderno e ligado à tradição. Esses paradoxos evidenciam a problemática da identidade no Brasil do século XXI.

MEMÓRIA DA ABRALIC: entrevista com Léa Masina

Em uma nova série de postagens, vamos contar aqui no site um pouco da trajetória da Associação Brasileira de Literatura Comparada por meio de depoimentos colhidos das testemunhas oculares dessa história.

A professora Léa Masina, uma das sócias fundadoras da ABRALIC, concedeu ao escritor Gustavo Czekster uma entrevista relembrando os primórdios da organização, contando um pouco da sua experiência como professora de Literatura Comparada na UFRGS, e falando sobre a sua área de estudos (influxos platinos), sobre os intercâmbios de conhecimentos realizados na América Latina e sobre os rumos do comparatismo nos próximos anos em meio a um mundo fragmentado, com fronteiras cada vez mais fluidas e com discussões frequentes sobre identidade e lugar de pertencimento.

Léa Masina é professora de Literatura Comparada, mestre e Doutora em Literatura Comparada pela UFRGS e Bacharel em Direito. Ensaísta, com livros e artigos publicados. Crítica literária, colabora com artigos no jornal Correio do Povo de Porto Alegre.

Gustavo Melo Czekster é formado em Direito pela PUC-RS, mestre em Letras (Literatura Comparada) pela UFRGS e doutor em Escrita Criativa pela PUC-RS. É palestrante de temas ligados à literatura, resenhista de sites e ministrante de oficinas literárias. É escritor, autor de dois livros de contos: "O homem despedaçado" (2013) e "Não há amanhã" (2017). Com o segundo livro, foi vencedor do prêmio Açorianos 2017 (categoria Contos), do prêmio AGES de Literatura (categoria Contos e categoria Livro do Ano) e do prêmio Minuano de Literatura (categoria Contos), tendo sido finalista do Prêmio Jabuti 2018 (categoria Contos).

  • A POÉTICA DO MITO

    Neste ensaio, Aurora Bernardini, professora do Departamento de Línguas Orientais na USP, apresenta a primeira parte de suas reflexões sobre a relação entre mito e literatura instigadas pela obra de Eleazar Meletínski, A poética do mito, "fundamental para o pensamento crítico contemporâneo". A segunda parte do ensaio será apresentada no próximo Congresso da ABRALIC.

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EPIDEMIA, CIÊNCIA E POLÍTICA NA "HISTÓRIA" DE TUCÍDIDES

Hoje divulgamos o episódio #9: Epidemia, Ciência e Política na "História" de Tucídides, do podcast ISSO NÃO É GREGO, mantido por André Malta, professor de língua e literatura grega na USP. No podcast, André trata da peste que arrasou Atenas a partir de 430 a.C., no meio da guerra contra Esparta.

  • Tempo de morangos ou tudo começou com um sim

    Em Tempo de morangos ou tudo começou com um sim, Cinara Ferreira e Gabriela Silva analisam as ressonâncias de A hora da estrela de Clarice Lispector na escrita de Caio Fernando Abreu, em especial no livro de contos Morangos mofados publicado em 1982. A partir da contextualização da obra nos anos 1960 e 1970 e de estudos sobre narratividade, como os de James Wood, Orhan Pamuk e Roland Barthes, são examinados aspectos da estrutura narrativa que conectam as duas obras numa perspectiva comparatista.

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CARTA AOS ASSOCIADOS

Porto Alegre, 4 de junho de 2020.

Prezadas associadas, prezados associados da ABRALIC,

Esperando encontrar a todas e todos bem neste momento singular em que não só nosso país, mas todo o mundo se encontra, escrevemos para prestar alguns esclarecimentos sobre as medidas que a atual diretoria está tomando, visto que nosso congresso, que seria daqui a um mês, está adiado. Estamos nos comunicando regularmente pela página oficial da ABRALIC, pelo Facebook e por meio de nossa lista de e-mails para envio de correspondência. Nesta carta, achamos importante tratarmos de alguns pontos mais diretamente.

O congresso previsto para junho já estava com seu programa bem estruturado e iríamos começar a planejar a distribuição dos horários e das salas. Também já estávamos pensando na compra das passagens para os convidados, além de todo o planejamento do espaço físico no Campus Centro da UFRGS. Felizmente, não houve investimento significativo até o momento e o que houve pode ser negociado para quando, no futuro, o evento tiver uma data definida. Dos órgãos de fomento, tem-se o apoio da CAPES, a qual prorrogou o prazo para o uso da soma recebida. À FAPERGS teremos que fazer novo encaminhamento, caso queiramos realizar algo neste ano. Em relação ao CNPq, existe uma grande dúvida. Cabe salientar aqui que, além da pandemia vivida por todos nós, enfrentamos o ataqueconstante às nossas atividades como educadores e como pesquisadores, além do desinteresse do governo pela área de humanas. Desde 11 de janeiro de 2020, já encaminhamos três notas de repúdio em reação a essa conjuntura. Dessa situação alarmante, obteve-se ao menos um resultado positivo: as associações de Letras do país deram início a um diálogo ativo e próximo, com o intuito de defender os interesses da nossa área.

Escrevemos para, primeiramente, informar que ainda estamos pensando em realizar um congresso, mas em um formato híbrido (presencial e virtual) ou então completamente virtual. Pensamos nessa modalidade pelo fato de termos recursos previstos para a realização de um evento e porque a ABRALIC necessita realizar alguma forma de atividade para se manter viva financeiramente. Caso seja possível organizar um congresso nesse formato, pensamos em realizá-lo em novembro. Enfatizamos, no entanto, que não estamos confirmando que haverá um congresso, pois dependemos, para isso, de diversos fatores que estão fora do nosso controle no momento.

A seguir, queremos compartilhar com vocês os projetos para o ano de 2020:

Pretendemos tornar a página da ABRALIC mais ativa, mais viva, com atualizações frequentes, para que as associadas e os associados possam ler ou vivenciar algo novo em suas visitas à página. Pensamos em publicar na página textos teóricos, ficcionais, posts, vídeos, palestras, leituras, documentários, sugestões de links, etc.

Como foram aprovados 74 simpósios temáticos para o congresso, temos intenção de:

1) Publicar os resumos das propostas de comunicações;

2) Publicar as comunicações aprovadas pelos coordenadores dos simpósios temáticos em formato e-book até final do ano;

3) Realizar a publicação de um volume físico e em formato e-book com textos de nossos convidados para as palestras e comunicações das mesas do congresso que estava previsto para junho deste ano.

No entanto, chamamos a atenção das associadas e dos associados para o seguinte fato: a ABRALIC tem uma vida financeira ao longo do ano, com gastos fixos que precisam ser pagos, havendo ou não o congresso anual (manutenção da página, escritório de contabilidade, revista e duas bolsistas). Assim, solicitamos aos associados que paguem a sua anuidade para que a associação consiga se manter em saldo positivo neste ano. Pedimos que os associados (professores, pesquisadores, estudantes) observem que até setembro oferecemos um valor promocional. Para a ABRALIC é realmente de extrema importância a manutenção financeira da associação para que possamos saldar as contas e encaminhar as publicações mencionadas, sem maiores problemas este ano.

Nesse sentido, como benefício ao pagamento da anuidade, faremos a publicação das comunicações aprovadas para os simpósios temáticos. Reforçamos que, independentemente de realizarmos o congresso em novembro, pretendemos publicar as comunicações aprovadas. Comunicaremos maiores detalhes em relação a normas e prazos. Destacamos que, para a publicação dos e-books e dos resumos, não teremos gastos. A publicação do livro físico terá baixo custo, pois contamos com a parceria de uma editora de Porto Alegre. Também ressaltamos que o pagamento da anuidade é relevante para a manutenção da associação e vemos no pagamento da mesma uma forma de compromisso daquele/daquelaque é "associado/associada".

Por fim, queremos noticiar que a Revista Brasileira de Literatura Comparada está na Plataforma Scielo. É uma conquista merecida e cabe mencionar o grande esforço do Prof. Dr. José Luís Jobim para que isso se tornasse realidade.

Queremos que todas e todos vocês fiquem bem e que possamos superar essa fase de tormentas que nos inquietam e nos fazem ficar reclusos. Queremos nos manter em contato, conectados em rede, através das diversas formas de interação e que possamos nos encontrar em breve —se possível, ainda neste ano, mas com certeza no próximo ano.

Cordiais saudações!

Atenciosamente,

A diretoria da ABRALIC

LINK PARA O DOCUMENTO EM PDF

Edição: configuração, consolidação e institucionalização de um campo de estudos

Nos últimos vinte anos, os estudos de edição cresceram no Brasil e em toda a América Latina. Já existiam antes, de maneira mais esparsa e menos organizada, mas nas últimas décadas foram se fortalecendo institucionalmente e tornando-se mais visíveis. Embora haja uma grande intersecção com os estudos literários, a edição demanda um olhar mais amplo e que atinja materialidades, catálogos, questões socioeconômicas, históricas e sociológicas, entre outras, ligadas à produção, à circulação e ao consumo do editado, seja ele literário ou não. Ana Elisa Ribeiro fala brevemente sobre as mudanças ocorridas nessa área, em nosso país.

Ana Elisa Ribeiro é pesquisadora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, onde atua no bacharelado em Letras (Edição) e no PPG Estudos de Linguagens. É líder do grupo de pesquisa Mulheres na Edição.

Em defesa do conhecimento e da pesquisa em Humanidades

Depoimento do professor titular de Literatura Comparada da UERJ, João Cezar de Castro Rocha, marca participação da ABRALIC na Marcha Virtual em Defesa Ciência, que mobilizou universidades e institutos de pesquisa de todo o Brasil no último dia 7 de maio. Essa é uma luta que prossegue e exige nossa inteira participação.