Feliz Ano Novo, Antonio Candido: cultura e política na pequena história de uma correspondência modesta

Sobre o autor: João Roberto Maia é doutor em Letras Vernáculas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor e pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e professor colaborador da pós-graduação em Ciência da Literatura da Faculdade de Letras da UFRJ.

Resumo/apresentação: Texto em homenagem a Antonio Candido, no qual dou notícia de correspondência que durou década e meia, ao longo da qual troquei cartões a cada fim de ano com o Mestre. Da lavra de Candido, os breves textos vão muito além das congratulações pessoais de praxe em tais mensagens, pois estão carregadas de reflexões culturais e juízos políticos sobre o país.

 

VEJA AQUI O TEXTO

Homenagem ao centenário de Clarice Lispector

EM TORNO DE CLARICE LISPECTOR: O ENCONTRO, A LINGUAGEM, A CRÍTICA E A PAIXÃO REVOLUCIONÁRIA

Entrevista realizada a pedido da ABRALIC pela professora Eliane Campello com a professora Rita Terezinha Schmidt sobre a relevância da obra de Clarice Lispector no ano em que se comemora o centenário de nascimento da escritora. A entrevista contempla o relato da professora de seu encontro com a obra de Lispector com reflexões sobre a singularidade de seu trabalho com a linguagem, um mapeamento de marcos da recepção crítica no país e no exterior e uma abordagem sucinta do romance A paixão segundo GH em termos de um núcleo temático em que a outridade feminina, do ponto de vista de sua dimensão filosófico-política, entra em sintonia com questões do pensamento teórico contemporâneo.

Link para o vídeo: https://youtu.be/XFgSCnOvxbg

Eliane Terezinha do Amaral Campello é Doutora em Literatura Comparada pela UFRGS. É professora do PPG-Letras da FURG, na área de História da Literatura. Seu interesse de pesquisa se relaciona à autoria feminina, gênero e crítica literária feminista, na literatura brasileira, na de língua inglesa e na comparada. Publicou O Künstlerroman de autoria feminina: a poética da artista em Atwood, Tyler, Piñon e Valenzuela e, entre outros artigos, "Jogo duplo: Clarice entrevista-(se)". Organizou Clarice Lispector: re/aproximações, obra que contém artigos, traduções, resenhas e depoimentos, publicado em 2020.

Rita Terezinha Schmidt é Doutora em Literatura pela Universidade de Pittsburgh (EUA) e professora titular aposentada, atuando como convidada no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRGS. É pesquisadora 1B do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Coeditou seis coletâneas de ensaios de literatura comparada, organizou várias reedições de ficção e poesia de escritoras brasileiras do século XIX e publicou capítulo em livros, dentre os quais: Episodes from a history of undoing: the heritage of female subversiveness, organizado por Reghina Dascal (2012); The Cambridge History of Latin American Women's Literature, organizado por Eleana Rodríguez e Monica Szurmuck (2015); Tropical gothic in literature and culture: the Americas, organizado por Justin Edwards e Sandra Vasconcelos (2016); e Brazilian Literature as World Literature, organizado por Eduardo Coutinho (2018). Além de artigos em periódicos, é autora de Descentramentos/Convergências: ensaios de crítica feminista (2017).

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"Não saia do quarto, não cometa esse engano", de Joseph Brodsky

Tradução de Marina Darmaros

Marina Darmaros traduz especialmente para o site da ABRALIC um poema de Joseph Brodsky que guarda certa ressonância com os tempos de isolamento por que estamos passando. Em 1970, quando foi escrito o poema, houve uma epidemia de cólera na Rússia que acometeu todo o país, inclusive Moscou e Leningrado, a partir do Irã. Muitas regiões então tiveram decretada quarentena. A epidemia foi contida em novembro daquele mesmo ano. Não há evidências, porém, de ligação entre os versos e o momento que se vivia na Rússia.

Marina Darmaros é doutora em Literatura e Cultura Russa pela Universidade de São Paulo e mestra em jornalismo internacional pela Universidade Estatal Russa da Amizade entre os Povos.

 

VEJA AQUI A TRADUÇÃO

HOMENAGEM A JOÃO CABRAL DE MELO NETO NO CENTENÁRIO DE SEU NASCIMENTO

Palestra de Roniere Menezes

A palestra "Ressonâncias da canção popular em João Cabral", de Roniere Menezes (CEFET-MG/CNPq), é uma homenagem da "ABRALIC 2020: Diálogos Transdisciplinares" ao Centenário de nascimento do poeta pernambucano. O texto aborda a presença de cantos populares espanhóis e brasileiros (pernambucanos) na obra de João Cabral de Melo Neto. Conhecido por seu afastamento de uma concepção de poesia melodiosa e mesmo pela preferência por diálogos entre a linguagem poética, arquitetônica e pictural, a música aparece constantemente nas criações do autor, por meio do ritmo, de uma métrica pouco comum no Brasil, das rimas toantes, das aliterações, etc. O autor escreveu poemas que tratam da música flamenca e de canções nordestinas. O ensaio de Roniere Menezes estabelece comparações entre os dois tipos de textos e analisa relações existentes entre eles e o projeto poético do autor. O trabalho interessa-se em refletir sobre a obra cabralina por meio da investigação sobre incidências da linguagem e da temática musical popular nas criações.

A ABRALIC também recomenda a palestra realizada por Roniere Menezes na Academia Mineira de Letras, dia 13 de agosto de 2020, intitulada "A poesia afiada e afetiva de João Cabral". Nesta apresentação são abordados aspectos biográficos do poeta e é apresentado o conceito de "diplomacia menor" – desenvolvido pelo ensaísta – ligado à transdisciplinaridade, à relação com a outridade, ao afeto pela diferença. O trabalho também avalia a noção de resistência e a questão da memória na produção do autor.

Roniere Menezes é professor de Literatura Brasileira e Teoria da Literatura no CEFET-MG. É doutor em Literatura Comparada pela Faculdade de Letras da UFMG e realizou estágio pós doutoral no PACC (Programa Avançado de Cultura Contemporânea) da Faculdade de Letras da UFRJ. É autor de vários ensaios acadêmicos sobre literatura, diplomacia, música popular e cultura brasileira. Em 2011, lançou o livro O traço, a letra e a bossa: literatura e diplomacia em Cabral, Rosa e Vinicius, pela Editora UFMG.

VALORES E PRAZOS INSCRIÇÃO E ANUIDADE

Caros participantes da ABRALIC 2020,

Desejamos que todos estejam bem e com saúde.

Levando em consideração vários pedidos da comunidade de associados e a atual situação da pandemia do COVID-19, a ABRALIC ampliou o prazo para o pagamento da inscrição [e da anuidade] para 19 de novembro de 2020. Este também será o prazo final para o pagamento da anuidade, a fim de que possamos fazer o encaminhamento das publicações dos trabalhos apresentados em tempo hábil. Ressaltamos que, conforme normas do congresso, os participantes na modalidade comunicação precisam, para certificação e envio de texto para e-book, estar em dia com a associação através da quitação da anuidade.

Mais uma vez agradecemos sua participação no congresso e convidamos para que visitem a página da ABRALIC (http://www.abralic.org.br/), que contém a programação do evento em andamento.

Com votos de saúde, subscrevemo-nos.

Diretoria da ABRALIC
Biênio 2020-2021

Consulte aqui os valores da anuidade e inscrição de acordo com a sua categoria

MEMÓRIA DA ABRALIC: Gilda Neves Bittencourt

Débora Mutter entrevista Gilda Neves Bittencourt

No dia 17 de setembro de 2020, participei do projeto Memória da ABRALIC, que busca inventariar a memória da associação por meio de entrevistas e depoimentos de seus sócios fundadores.

Tive a honra e a grande alegria de participar como entrevistadora da professora Gilda Bittencourt, contando com o precioso apoio técnico de Otávio Neves da Silva Bittencourt.

A professora Gilda é uma comparatista da primeira hora. Antes do surgimento da associação, participou da reformulação da grade curricular na UFRGS ajudando na elaboração da ementa da primeira disciplina de Literatura Comparada. Do mesmo, trabalhou na criação do doutorado em Literatura Comparada no PPG da UFRGS. A professora Gilda assinou a ata de fundação da ABRALIC e, com isso, sua história se confunde com a história da instituição.

A professora Gilda é uma comparatista da primeira hora. Antes do surgimento da associação, participou da reformulação da grade curricular na UFRGS, ajudando na elaboração da ementa da primeira disciplina de Literatura Comparada, que foi ministrada por ela. Do mesmo modo, trabalhou na criação do doutorado em Literatura Comparada no PPG da UFRGS. A professora Gilda assinou a ata de fundação da ABRALIC e, com isso, sua história se confunde com a história da instituição.

Gilda Neves Bittencourt possui graduação em Licenciatura Em Letras Português e Inglês pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1976), mestrado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1983) e doutorado em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (1993). Atualmente, é professora associada aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com artigos e ensaios publicados em revistas acadêmicas, domina as áreas de Teoria Literária, Literatura Comparada e Literatura Brasileira, com ênfase nos estudos do gênero conto, das relações interliterárias, conto brasileiro, conto latino-americano e literatura brasileira. É autora de Conto Sul-rio-grandense tradição e modernidade (tese de doutorado) Editora da Urfgs e do livro Retratos do conto (organização de textos do seu projeto de pesquisa sobre o conto latino-americano), editora Appris.

Débora Mutter é graduada em letras pela UFRGS; mestre em Literatura Comparada e doutora em Estudos de Literatura Brasileira e Luso-africanas, ambos pela UFRGS. É autora do livro A poética da perseguição em Clarice Lispector e Julio Cortázar (2009), pela editorada Ulbra, estudo crítico resultante da dissertação de mestrado; de Um romancista ao Sul: a ficção de Luiz Antonio de Assis Brasil (2017), pela editora Besourobox. Organizou a coletânea de ensaios Simões Lopes Neto: ontem hoje e sempre (2017), pela editora Unilasalle; a coletânea ficcional Contos de pampa e fronteira (2019), na qual também participa como ficcionista. Atualmente, dedica-se à sua pesquisa de pós-doutorado pelo PPG da PUCRS.