2ª CIRCULAR

Porto Alegre, 7 de julho de 2020.

Estimadas/os coordenadores de STs:

Em primeiro lugar desejamos que estejam bem de saúde.

Neste segundo momento de contato diretamente com vocês, caros colegas coordenadores de STs, agradecemos imensamente pelo retorno com perguntas muito pertinentes que nos levam a elaborar uma segunda circular. Muito obrigado!

Inicialmente gostaríamos de destacar que queremos muito marcar o ano de 2020 com atividades da Associação Brasileira de Literatura Comparada, ABRALIC, que somos todos nós. Para tal, seguem algumas orientações em relação ao funcionamento dos STs:

1 – os STs aprovados terão dois meses para a realização de seus trabalhos, de 15 de setembro a 15 de novembro (nos dias 17, 18 e 19 de novembro teremos o congresso virtual da Abralic);

2 – daremos autonomia aos coordenadores para realizarem os seus encontros da forma que acharem melhor. Daremos suporte técnico, disponibilizando plataformas seguras por meio da UFRGS, o que será informado oportunamente. Cabe aos coordenadores de STs estabelecerem datas e cronograma de apresentação, bem como a dinâmica dos debates.

3 – achamos importante que as comunicações sejam gravadas, durante a apresentação dos participantes na plataforma, para termos o registro da atividade na a participação dos associados como forma de registrar uma documentação na história da Abralic, especialmente em uma situação de exceção, como a que vivemos neste ano;

4 - Após a apresentação, o comunicador terá até o dia 15 de dezembro para encaminhar o texto para futura publicação em e-book. Pedimos aos coordenadores que comuniquem aos participantes do ST que cada um deve enviar o seu texto para o e-mail contatoabralic@gmail.com

5 – pedimos que os coordenadores de ST entrem em contato através do e-mail para pedirem a lista de participantes e confirmem a participação dos inscritos no encontro virtual. Solicitamos ainda que os coordenadores nos informem a programação do simpósio e as datas de realização das atividades, para fins de divulgação nas redes sociais e na página da ABRALIC. Aceitamos também sugestões. Elas são sempre bem-vindas.

6 – em relação aos custos, é importante destacar que já reduzimos os custos das inscrições e das anuidades para este ano excepcional. Manteremos valores reduzidos para todo o ano e manteremos os nossos compromissos com os associados, publicando os resumos, fazendo a publicação das comunicações em cinco volumes em formato de e-books e publicando um livro em formato físico e e-book com as conferências e as palestras das mesas. Mas destacamos que a Associação possui uma vida financeira que prevê gastos ao longo do ano e isso requer uma entrada de recursos, o que se dá através, principalmente, do pagamento da anuidade por parte de seus associados. Importante ressaltar que, como é usual nos congressos da Abralic, para se apresentar seu trabalho e tê-lo publicado, o comunicador deve pagar a inscrição e associar-se à Associação. Um valor é a inscrição e outro é a anuidade. Anexamos a tabela de valores e prazos, a qual também se encontra na página da Abralic.

Mais uma vez, reiteramos nossos agradecimentos pela sua participação e convidamos para que visitem a página da ABRALIC (http://www.abralic.org.br/), que vem sendo continuamente atualizada com ricas contribuições da comunidade acadêmica.

Com votos de saúde, subscrevemo-nos.

Diretoria da ABRALIC
Biênio 2020-2021

Valores da inscrição e da anuidade para o XVII Congresso Internacional da ABRALIC

SARAU HOTEL CAPRICORN

Poesia e textos em prosa do coletivo de autores Capricórnios (Berlim / Porto Alegre). Entre outras coisas há terceiros olhos, poemas de amor e uma festa pela infertilidade. Leituras em alemão com tradução de Vinícius Casanova Ritter (Porto Alegre-UFRGS)

Assista ao sarau: https://vimeo.com/422422351

1. Juliane Löffler (jornalista, Berlim): "De cisnes e adequação".

2. Robert Schade (leitor do DAAD, Porto Alegre): "Deus tá vendo".

3. Charlotte Silbermann (historiadora de arte, Berlim): "Três poemas de amor pequeninos", "Urtigas, "Sombra" e "Ventre Oceânico"

4. Rebecca Hoffmann (pedagoga e estudiosa literária, Berlim): "Tomem cuidado, toupeiras!", "A Sra. Meyer vai para o trabalho"

5. Saskia Trebing (jornalista, Berlim): "Bloody Mary"

O orientalismo carioca: Marrocos no imaginário de uma telenovela brasileira

Waïl S. Hassan (University of Illinois at Urbana-Champaign, EUA)

Se o orientalismo representa um discurso de domínio ocidental sobre o "Oriente", como argumentou Edward Said em seu livro Orientalismo (1978), o que acontece quando "viaja" para outra parte do Sul global? Quais são, por exemplo, os contornos do orientalismo brasileiro? Se não for impulsionado por motivos imperiais ou de política externa, quais são seus investimentos ideológicos? A palestra aborda essas questões focando a representação do Marrocos e do Islã na telenovela O Clone (2001-2002), da Rede Globo. A telenovela descreve o Marrocos como um lugar de alteridade e solidariedade. É ao mesmo tempo o repositório da espiritualidade autêntica, bem como um país antimoderno e ligado à tradição. Esses paradoxos evidenciam a problemática da identidade no Brasil do século XXI.

MEMÓRIA DA ABRALIC: entrevista com Léa Masina

Em uma nova série de postagens, vamos contar aqui no site um pouco da trajetória da Associação Brasileira de Literatura Comparada por meio de depoimentos colhidos das testemunhas oculares dessa história.

A professora Léa Masina, uma das sócias fundadoras da ABRALIC, concedeu ao escritor Gustavo Czekster uma entrevista relembrando os primórdios da organização, contando um pouco da sua experiência como professora de Literatura Comparada na UFRGS, e falando sobre a sua área de estudos (influxos platinos), sobre os intercâmbios de conhecimentos realizados na América Latina e sobre os rumos do comparatismo nos próximos anos em meio a um mundo fragmentado, com fronteiras cada vez mais fluidas e com discussões frequentes sobre identidade e lugar de pertencimento.

Léa Masina é professora de Literatura Comparada, mestre e Doutora em Literatura Comparada pela UFRGS e Bacharel em Direito. Ensaísta, com livros e artigos publicados. Crítica literária, colabora com artigos no jornal Correio do Povo de Porto Alegre.

Gustavo Melo Czekster é formado em Direito pela PUC-RS, mestre em Letras (Literatura Comparada) pela UFRGS e doutor em Escrita Criativa pela PUC-RS. É palestrante de temas ligados à literatura, resenhista de sites e ministrante de oficinas literárias. É escritor, autor de dois livros de contos: "O homem despedaçado" (2013) e "Não há amanhã" (2017). Com o segundo livro, foi vencedor do prêmio Açorianos 2017 (categoria Contos), do prêmio AGES de Literatura (categoria Contos e categoria Livro do Ano) e do prêmio Minuano de Literatura (categoria Contos), tendo sido finalista do Prêmio Jabuti 2018 (categoria Contos).

  • A POÉTICA DO MITO

    Neste ensaio, Aurora Bernardini, professora do Departamento de Línguas Orientais na USP, apresenta a primeira parte de suas reflexões sobre a relação entre mito e literatura instigadas pela obra de Eleazar Meletínski, A poética do mito, "fundamental para o pensamento crítico contemporâneo". A segunda parte do ensaio será apresentada no próximo Congresso da ABRALIC.

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EPIDEMIA, CIÊNCIA E POLÍTICA NA "HISTÓRIA" DE TUCÍDIDES

Hoje divulgamos o episódio #9: Epidemia, Ciência e Política na "História" de Tucídides, do podcast ISSO NÃO É GREGO, mantido por André Malta, professor de língua e literatura grega na USP. No podcast, André trata da peste que arrasou Atenas a partir de 430 a.C., no meio da guerra contra Esparta.

  • Tempo de morangos ou tudo começou com um sim

    Em Tempo de morangos ou tudo começou com um sim, Cinara Ferreira e Gabriela Silva analisam as ressonâncias de A hora da estrela de Clarice Lispector na escrita de Caio Fernando Abreu, em especial no livro de contos Morangos mofados publicado em 1982. A partir da contextualização da obra nos anos 1960 e 1970 e de estudos sobre narratividade, como os de James Wood, Orhan Pamuk e Roland Barthes, são examinados aspectos da estrutura narrativa que conectam as duas obras numa perspectiva comparatista.

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CARTA AOS ASSOCIADOS

Porto Alegre, 4 de junho de 2020.

Prezadas associadas, prezados associados da ABRALIC,

Esperando encontrar a todas e todos bem neste momento singular em que não só nosso país, mas todo o mundo se encontra, escrevemos para prestar alguns esclarecimentos sobre as medidas que a atual diretoria está tomando, visto que nosso congresso, que seria daqui a um mês, está adiado. Estamos nos comunicando regularmente pela página oficial da ABRALIC, pelo Facebook e por meio de nossa lista de e-mails para envio de correspondência. Nesta carta, achamos importante tratarmos de alguns pontos mais diretamente.

O congresso previsto para junho já estava com seu programa bem estruturado e iríamos começar a planejar a distribuição dos horários e das salas. Também já estávamos pensando na compra das passagens para os convidados, além de todo o planejamento do espaço físico no Campus Centro da UFRGS. Felizmente, não houve investimento significativo até o momento e o que houve pode ser negociado para quando, no futuro, o evento tiver uma data definida. Dos órgãos de fomento, tem-se o apoio da CAPES, a qual prorrogou o prazo para o uso da soma recebida. À FAPERGS teremos que fazer novo encaminhamento, caso queiramos realizar algo neste ano. Em relação ao CNPq, existe uma grande dúvida. Cabe salientar aqui que, além da pandemia vivida por todos nós, enfrentamos o ataqueconstante às nossas atividades como educadores e como pesquisadores, além do desinteresse do governo pela área de humanas. Desde 11 de janeiro de 2020, já encaminhamos três notas de repúdio em reação a essa conjuntura. Dessa situação alarmante, obteve-se ao menos um resultado positivo: as associações de Letras do país deram início a um diálogo ativo e próximo, com o intuito de defender os interesses da nossa área.

Escrevemos para, primeiramente, informar que ainda estamos pensando em realizar um congresso, mas em um formato híbrido (presencial e virtual) ou então completamente virtual. Pensamos nessa modalidade pelo fato de termos recursos previstos para a realização de um evento e porque a ABRALIC necessita realizar alguma forma de atividade para se manter viva financeiramente. Caso seja possível organizar um congresso nesse formato, pensamos em realizá-lo em novembro. Enfatizamos, no entanto, que não estamos confirmando que haverá um congresso, pois dependemos, para isso, de diversos fatores que estão fora do nosso controle no momento.

A seguir, queremos compartilhar com vocês os projetos para o ano de 2020:

Pretendemos tornar a página da ABRALIC mais ativa, mais viva, com atualizações frequentes, para que as associadas e os associados possam ler ou vivenciar algo novo em suas visitas à página. Pensamos em publicar na página textos teóricos, ficcionais, posts, vídeos, palestras, leituras, documentários, sugestões de links, etc.

Como foram aprovados 74 simpósios temáticos para o congresso, temos intenção de:

1) Publicar os resumos das propostas de comunicações;

2) Publicar as comunicações aprovadas pelos coordenadores dos simpósios temáticos em formato e-book até final do ano;

3) Realizar a publicação de um volume físico e em formato e-book com textos de nossos convidados para as palestras e comunicações das mesas do congresso que estava previsto para junho deste ano.

No entanto, chamamos a atenção das associadas e dos associados para o seguinte fato: a ABRALIC tem uma vida financeira ao longo do ano, com gastos fixos que precisam ser pagos, havendo ou não o congresso anual (manutenção da página, escritório de contabilidade, revista e duas bolsistas). Assim, solicitamos aos associados que paguem a sua anuidade para que a associação consiga se manter em saldo positivo neste ano. Pedimos que os associados (professores, pesquisadores, estudantes) observem que até setembro oferecemos um valor promocional. Para a ABRALIC é realmente de extrema importância a manutenção financeira da associação para que possamos saldar as contas e encaminhar as publicações mencionadas, sem maiores problemas este ano.

Nesse sentido, como benefício ao pagamento da anuidade, faremos a publicação das comunicações aprovadas para os simpósios temáticos. Reforçamos que, independentemente de realizarmos o congresso em novembro, pretendemos publicar as comunicações aprovadas. Comunicaremos maiores detalhes em relação a normas e prazos. Destacamos que, para a publicação dos e-books e dos resumos, não teremos gastos. A publicação do livro físico terá baixo custo, pois contamos com a parceria de uma editora de Porto Alegre. Também ressaltamos que o pagamento da anuidade é relevante para a manutenção da associação e vemos no pagamento da mesma uma forma de compromisso daquele/daquelaque é "associado/associada".

Por fim, queremos noticiar que a Revista Brasileira de Literatura Comparada está na Plataforma Scielo. É uma conquista merecida e cabe mencionar o grande esforço do Prof. Dr. José Luís Jobim para que isso se tornasse realidade.

Queremos que todas e todos vocês fiquem bem e que possamos superar essa fase de tormentas que nos inquietam e nos fazem ficar reclusos. Queremos nos manter em contato, conectados em rede, através das diversas formas de interação e que possamos nos encontrar em breve —se possível, ainda neste ano, mas com certeza no próximo ano.

Cordiais saudações!

Atenciosamente,

A diretoria da ABRALIC

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Edição: configuração, consolidação e institucionalização de um campo de estudos

Nos últimos vinte anos, os estudos de edição cresceram no Brasil e em toda a América Latina. Já existiam antes, de maneira mais esparsa e menos organizada, mas nas últimas décadas foram se fortalecendo institucionalmente e tornando-se mais visíveis. Embora haja uma grande intersecção com os estudos literários, a edição demanda um olhar mais amplo e que atinja materialidades, catálogos, questões socioeconômicas, históricas e sociológicas, entre outras, ligadas à produção, à circulação e ao consumo do editado, seja ele literário ou não. Ana Elisa Ribeiro fala brevemente sobre as mudanças ocorridas nessa área, em nosso país.

Ana Elisa Ribeiro é pesquisadora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, onde atua no bacharelado em Letras (Edição) e no PPG Estudos de Linguagens. É líder do grupo de pesquisa Mulheres na Edição.

Em defesa do conhecimento e da pesquisa em Humanidades

Depoimento do professor titular de Literatura Comparada da UERJ, João Cezar de Castro Rocha, marca participação da ABRALIC na Marcha Virtual em Defesa Ciência, que mobilizou universidades e institutos de pesquisa de todo o Brasil no último dia 7 de maio. Essa é uma luta que prossegue e exige nossa inteira participação.