XVII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC

DIÁLOGOS TRANSDISCIPLINARES: Literatura, Ciências Humanas, Cultura e Tecnologia

O Congresso Internacional 2021 da ABRALIC é promovido pela sociedade científica Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC), que congrega pesquisadores, professores e alunos do Brasil e do exterior. O Congresso Internacional da ABRALIC, como é da tradição de sua realização, objetiva ampliar e garantir o espaço para a reflexão crítica, teórica e prática da literatura comparada produzida no Brasil, África, Américas, Caribe, Oceania, Europa e Ásia. Na sua edição para 2020, o Congresso da ABRALIC tem como tema "Diálogos transdisciplinares: Literatura, Ciências Humanas, Cultura e Tecnologia", contando com conferências e mesas-redondas de convidados de renome, minicursos e simpósios programados com o escopo de discutir questões relativas aos Estudos Literários para além das fronteiras dos países latinos, incluindo-se assim reflexões sobre Geopolítica Cultural, a internacionalização das Literaturas e suas diferentes manifestações e linguagens ao longo das experiências da globalização em curso.

Apresentação

CONVIDADOS

Minicursos, mesas

Christian Werner

MINICURSOS

Gínia Maria Gomes

MINICURSOS

Cristiane da Silva Alves

MINICURSOS

Cecília Rosas

MINICURSOS

Giuliana Teixeira de Almeida

MINICURSOS

Luiz Antonio de Assis Brasil

MINICURSOS

Patricia Trindade Nakagome

MINICURSOS

Jorge Cid

MINICURSOS

Nataly Lemus

MINICURSOS

Zulma Palermo

MESA REDONDA

Rita Terezinha Schmidt

MESA REDONDA

Eduardo de Faria Coutinho

MESA REDONDA

Johnny Lorenz

MESA REDONDA

Francesca Cricelli

MESA REDONDA

Jeffrey Angles

MESA REDONDA

Ana Crelia Dias

MESA REDONDA

Benedito Antunes

MESA REDONDA

Fabiane Verardi

MESA REDONDA

Rachel Lima

MESA REDONDA

Amilton José Freire De Queiroz

MESA REDONDA

Jurema Oliveira

MESA REDONDA

Alckmar Luiz dos Santos

MESA REDONDA

Alberto Pucheu

MESA REDONDA

Leila Lehnen

MESA REDONDA

Dennys Silva-Reis

MESA REDONDA

Amara Moira

MESA REDONDA

Feibriss Henrique Meneghelli Cassilhas

MESA REDONDA

Rita Olivieri-Godet

MESA REDONDA

Maria Esther Maciel

MESA REDONDA

Edson Kayapó

MESA REDONDA

Julián Fuks

MESA REDONDA

Micheliny Verunschk

MESA REDONDA

Carola Saavedra

MESA REDONDA

Rejane Pivetta

MESA REDONDA

Adauto Locatteli Taufer

MESA REDONDA

Andrei Cunha

MESA REDONDA

Gerson Neumann

MESA REDONDA

PROGRAMAÇÃO

O objetivo principal deste curso é a discussão de práticas de comparatismo por meio de quatro exemplos da recepção moderna das epopeias de Homero: Laocoonte, de G. E. Lessing; a chamada "teoria oral", desenvolvida por M. Parry e A. B. Lord; "A cicatriz de Ulisses", de E. Auerbach; e Primeiras estórias, de J. G. Rosa.

Com efeito, Singer of tales, de A. B. Lord (a tradução da monografia está no prelo pela Editora UFPR), e Mimesis, de E. Auerbach, tornaram-se dois clássicos das primeiras décadas de desenvolvimento dos estudos de comparação no século XX. Já em Laocoonte, uma proposta de contrapor poesia e pintura, Lessing faz uso de Homero e de sua recepção antiga para construir argumentos que têm dialogado de forma frutífera com desenvolvimentos recentes da teoria literária cognitiva. Por fim, "Famigerado" e "Fatalidade", dois contos de Primeiras Estórias, adaptam episódios emblemáticos dos dois poemas homéricos, respectivamente, o cegamento de Polifemo na Odisseia e o duelo entre Aquiles e Heitor na Ilíada. Todos esses textos, embora sejam significativos, de formas diversas, como propostas de reflexão sobre a épica homérica, são antes de tudo tentativas historicamente condicionadas de seus autores falarem do presente de seus receptores e a eles por meio do engajamento crítico e criativo com um texto antigo.

No caso do Laocoonte, pretende-se focar nas consequências da oposição entre narrativa e descrição e em como as conclusões de Lessing, por intermédio da noção antiga da enargeia ("vivacidade pictórica"), dialogam com a aplicação da teoria enativa da cognição nos estudos literários. A chamada "teoria oral" de Parry-Lord será abordada por meio da metodologia comparativa proposta pelos dois pesquisadores e de suas ligações com o debate acerca da relação entre tradição e recepção. Quanto ao influente capítulo de Auerbach, sua contextualização histórica no desenvolvimento da ideologia nazista e a proposta de contraste entre Homero e o Velho Testamento serão as balizas principais para se revisitar as conclusões de que o estilo homérico se restringe ao primeiro plano, no limite, funcionando como um narcótico. Por fim, a partir dos usos das tradições clássicas em Primeiras estórias e da recepção da matriz épica em Grande sertão: veredas, vai-se indagar por que e como "Fatalidade" e "Famigerado" remetem a Homero.

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Até bem pouco tempo, foi tímida a presença das mulheres como autoras das histórias relacionadas à ditadura e, da mesma forma, praticamente inexistentes as produções que lhes concederam protagonismo, cuidando de destacar a sua participação como sujeitos atuantes, participantes diretas da luta e não apenas como companheiras das personagens masculinas, postas à margem dos enfrentamentos histórico-políticos. O quadro, todavia, vem se alterando nas últimas décadas. Memórias e vozes femininas têm sido empregadas com empenho e coragem na reconstrução da história, seja buscando formas de libertá-la do apagamento, seja revisitando-a e oferecendo novas perspectivas a respeito dos acontecimentos. Nesse sentido, a produção literária de autoria feminina tem sido crescente e, até certo ponto, ousada, desafiando não apenas a hegemonia masculina e o cânone, como também, o autoritarismo e a "amnésia nacional" que insistem em se manter. Levando-se em conta essas e outras questões, o curso pretende apresentar algumas faces da ditadura presentes em narrativas de autoria feminina produzidas no século XXI, enfatizando as diferentes formas de resistência que essas obras desvelam. Para apoiar as análises, recorre-se às contribuições de Eurídice Figueiredo (2017), Maria Rita Kehl (2010), Jaime Ginzburg (2010), e Jeanne Marie Gagnebin (2006), entre outras.

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A literatura russa está repleta de personagens femininas inesquecíveis como, por exemplo, Anna Kariênina ou Nastássia Filíppovna, fruto da pena de escritores homens. Quando Tolstói e Dostoiévski publicaram as suas obras, poucas eram as mulheres que conseguiam escrever e oferecer ao público os seus escritos. Entretanto, desde a segunda metade do século XVIII as mulheres ocupam e esfera pública da escrita antes reservada apenas aos homens, e é interessante atentar para o fato de que no nosso tempo, graças a nomes como Svetlana Aleksiévitch e Liudmila Petruchévskaia, elas se tornaram o carro chefe dos lançamentos da literatura russa contemporânea no Brasil.

O objetivo deste curso é apresentar um panorama histórico da presença das mulheres na literatura russa desde meados do século XVIII, apontando as conexões entre o contexto histórico e o florescimento da literatura escrita por elas. Assim, discutiremos, entre outros, o movimento pela emancipação feminina que surge na segunda metade do século XIX e que, impulsionado pelo Populismo russo, resultou num aumento expressivo da ficção escrita por mulheres; a contradição que a revolução de 1917 representou para a literatura feita por elas e o total engessamento ao qual essas mulheres foram submetidas durante o stalinismo, quando Stálin decretou que a questão feminina já estava resolvida; o papel significativo das mulheres na desestalinização da literatura após 1953 e, por fim, a literatura russa contemporânea, capitaneada por escritoras reconhecidas internacionalmente como a laureada pelo Nobel Svetlana Aleksiévitch.

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Os estudos literários visam, via de regra, construir teoria ou aplicá-la em textos dotados de literariedade. Nosso propósito, porém, será tratar dos aspectos teóricos anunciados no título tendo como ponto de partida a perspectiva de quem escreve. Os três conteúdos contemplam temas primordiais da narrativa de ficção, procurando descrever como ocorre o processo e, ao mesmo tempo, oferecer sugestões de como operacionalizá-los no texto narrativo. Os objetivos primordiais contemplam a instrumentalização do ficcionista a entender como se desenvolve o seu processo criativo no plano da personagem, do conflito e da situação crítica e, por outro lado, habilitar o professor a realizar a exegese do texto narrativo a partir da ótica autora; este segundo objetivo poderá ser útil em sala de aula. O curso se justifica: praticamente inexistem, em nosso País, reflexões sobre o processo interior do ficcionista no que toca à construção da personagem, do conflito e da situação crítica.

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Literatura, leitura e criatividade. O título do curso foi intencionalmente pensado sem uma articulação mais precisa entre seus três elementos. Apenas unimos os termos que serão questionados e apreciados em nosso curso, deixando propositalmente a leitura em posição central.

Sendo tão habitual a nós, mal percebemos como compreendemos, analisamos e julgamos uma obra. Lemos apenas. Em nossa proposta, buscamos distinguir processos que caracterizam a leitura, ora mais enfocada na obra literária, ora mais afastada dela. Após tal compreensão, destacaremos maneiras mais "criativas" de leitura, que realizamos sem mesmo notar e que poderiam ocupar maior destaque na sala de aula.

No curso, pensaremos a criatividade como forma da leitura literária e também como seu resultado. Para tanto, consideramos fundamental, antes de tudo, questionar se a criatividade é uma característica estimulada tanto em nossa formação quanto em nossa atuação. Isso implica, a nosso ver, numa urgente discussão sobre o papel do mestre (em diálogo com Rancière, 2015) e o sentido do ensino de literatura (em diálogo com Todorov, 2009). Assim, enfrentamos algumas questões de fundo: somos suficientemente criativos enquanto pesquisadores, professores e leitores para que possamos almejar uma relação com o texto mais criativa e criadora? Podemos e/ou desejamos ser criativos em nossa área? Lidaremos com essas e outras indagações para sinalizar alguns caminhos tanto para o ensino de literatura quanto para a leitura crítica.

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La investigación que da origen al presente mini curso tiene como objeto de estudio las obras poéticas y visuales de dos artistas transgénero chilenas: Mara Rita Villarroel, poeta; y Lorenza Böttner, artista visual y perfomer. La investigación se basa en el análisis comparativo de las consonancias temáticas y estéticas establecidas entre las acciones de arte que cada una expone y su vínculo estrecho con la producción artística y la voz discursiva disidente a partir de la experiencia de transición vivida por las artistas. Tal experiencia da cuenta de cómo es vivir fuera de la norma de los roles sexo genéricos definidos por una sociedad hegemónica, en la que se privilegia la normatividad por sobre la identidad de género. Nuestro análisis se desarrolla desde una óptica teórica que considera, entre otros, a Paul Preciado, Judith Butler, Robert McRuer y Josefina Alcázar.

Este mini-curso ha sido desarrollado en el marco del proyecto ANID/CONICYT FONDECYT Iniciación n°11180374 titulado "Crear/se y publicar/se en la periferia: un estudio comparado de colectivos poético-culturales actuales de Brasil, Argentina y Chile" del que el Dr. Jorge Cid es investigador responsable y Nataly Lemus tesista.

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LANÇAMENTO DE LIVROS

"Cuidado, leitor": Álvares de Azevedo pela crítica contemporânea

Em 2021, completam-se 190 anos de nascimento de Álvares de Azevedo, nascido em São Paulo, criado no Rio de Janeiro, estudante de direito, poeta, crítico em formação. Um interesse que se atualiza nos capítulos deste livro, que examinam algumas das facetas da obra do autor, nos dando um panorama que revitaliza, ao mesmo tempo, os estudos sobre o Romantismo brasileiro. O lugar de Álvares de Azevedo na literatura brasileira é bastante interessante, já que ele faz parte do cânone de nosso Romantismo, sem dúvida, mas, ao mesmo tempo, está ali colocado como um romântico antinacionalista, invertendo a imagem mais comumente vendida do movimento romântico entre nós – ao qual não se pode negar o uso político recorrente das “cores do país”, na expressão de Machado de Assis. Sua faceta ultrarromântica se liga, claro, ao byronismo sombrio, ao satanismo e à morbidez: o gosto pela noite, pela escuridão literal e metafórica, a transgressão como norma de comportamento, tudo isso concorre para dar a Álvares de Azevedo o primeiro lugar nessa vertente romântica entre nós. Enfim, em anos mais recentes, a crítica literária brasileira tem se interessado cada vez mais por suas características autorreflexivas, expressas em seus prefácios, prólogos, alguns textos com ambições históricas, estudos sobre autores de sua predileção – e sua contrapartida programática posta em prática nos textos mais propriamente literários.

Autor(es) do livro: Andréa Sirihal Werkema (organizadora)

ISBN: 978-65-5966-001-8

Como adquirir o livro:
www.alamedaeditorial.com.br/critica-literaria/cuidado-leitor-organizacao-de-andrea-sirihal-werkema

A água e as pulsões em O lustre, de Clarice Lispector

Ao recuperar ensaios e artigos escritos no calor do lançamento da obra O lustre, segundo romance de Clarice Lispector, publicado em 1946, Mariângela Alonso busca também esclarecer o lugar que esta obra ocupa no horizonte ficcional de Clarice, valendo-se do diálogo entre Literatura e Psicanálise.

Autor(es) do livro: Mariângela Alonso

ISBN: 978-85-473-2436-0

Como adquirir o livro:
www.editoraappris.com.br/produto/2682-a-gua-e-as-pulses-em-o-lustre-de-clarice-lispector

A obra em foco de Inês Pedrosa: faces e interfaces

Em A obra em foco de Inês Pedrosa: faces e interfaces, os pesquisadores envolvidos apresentam suas interpretações sobre a produção literária da autora portuguesa em questão. Os textos dialogam com diversas teorias, a partir do ponto de vista de cada autor. Trata-se da mirada dos pesquisadores à obra da escritora coimbrã que vem sendo traduzida em diversas línguas.

Autor(es) do livro: Tainara Quintana da Cunha e Ulysses Rocha Filho (Orgs.)

ISBN: 978-65-88865-05-7

Como adquirir o livro: Aquisição e-mail: tainaraquintana24@gmail.com / whatsapp: (53)99966-6062.

ADRIEN DELPECH: ENTREVISTA

Adrien Delpech (1867-1942) migrou para o Rio de Janeiro em 1886 onde foi professor de francês e de sociologia, escritor e tradutor. Foi o primeiro tradutor de Machado de Assis para a língua francesa. Nesta entrevista póstuma-imaginária e pseudo-entrevista, está em jogo inovação de procedimento, análise científica baseada em textos existentes e criação de respostas pela tradutora e entrevistadora Marie Helene Catherine Torres.

Autor(es) do livro: Marie Helene Catherine TORRES

ISBN: 978-65-86276-13-8

Como adquirir o livro:
editoramedusa.com.br/loja/adrien-delpech-entrevista-ebook/
www.amazon.in/ADRIEN-DELPECH-ENTREVISTA-Tradutor-Portuguese-ebook/dp/B096DGQ371

Atualidade de Machado de Assis: leituras críticas

Reúnem-se aqui artigos que demonstram a atualidade e a pertinência da obra de Machado de Assis.

Autor(es) do livro: Andréa Sirihal Werkema & João Cezar de Castro Rocha

ISBN: 978-65-88875-04-9

Como adquirir o livro:
www.alamedaeditorial.com.br/critica-literaria/atualidade-de-machado-de-assis-org-andrea-sirihal-werkema-joao-cezar-de-castro-rocha

Catatau: As Meditações da Incerteza

Segunda edição revista e atualizada da obra originalmente lançada em coedição pela Educ e Fapesp. O livro busca ler o "Catatau" de Paulo Leminski como uma narrativa cuja ação reside mais no fazer textual do que no mundo fictício que suas palavras constroem, o que o coloca nas fronteiras entre a prosa e a poesia. Encara-o como um conjunto de fragmentos marcados por uma dicção claramente parodística, capazes de adquirir novos sentidos enquanto saltam os intervalos de seus próprios deslizamentos. As diversas hipóteses que movimentam o estudo confluem num objeto visceralmente barroco em todas as suas dimensões, signo aberto, dividido entre um mergulho nas entranhas da própria linguagem e um diálogo franco com o mundo. No romance-poema de Leminski, as próprias palavras são coisas e as coisas são signos também, de modo que se cria uma espécie de círculo dionisíaco em cujos limites gira o texto. Se a linguagem materializa-se nele como um signo entre signos, a relação que se pode estabelecer entre ela e o mundo é difícil, mas alumbrante. Linguagem-coisa entre coisas que conversam, poesia, eis o chão de um livro que, embora não pretenda encontrar soluções, não foge de questões difíceis, como a relação entre palavra e mundo ou o papel da transgressão numa narrativa que reconhece os seus próprios limites e poderes. Percurso difícil que "Catatau: as Meditações da Incerteza" procura seguir, não para reduzir a poesia de um livro-objeto, mas como tentativa de multiplicar as pulsações de um livro-cornucópia.

Autor(es) do livro: Romulo Valle Salvino

ISBN: 978-65-5840-296-1

Como adquirir o livro: Livro físico:
www.amazon.com.br/gp/product/6558402963?pf_rd_r=M97ABD058BGDT2SMQMQV&pf_rd_p=abb22e6b-8812-4b76-a424-5f0b098d2c90&pd_rd_r=e063a5d6-a5c0-455c-a3c0-a06cdbf38288&pd_rd_w=YReTd&pd_rd_wg=7LUDg&ref_=pd_gw_unk Ebook:
www.amazon.com.br/Catatau-medita%C3%A7%C3%B5es-incerteza-Romulo-Salvino-ebook/dp/B09BBR8J7F/ref=tmm_kin_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=1630625111&sr=8-1 E também em todas as principais livrarias virtuais.

Clarice Lispector: re/aproximações

O livro reúne 7 artigos acerca de contos de e sobre Clarice e de sua única peça teatral, assinados por professoras/es doutoras, vinculadas a várias universidades, conforme nomeadas a seguir: Alexandra Pinheiro (UFGD), Alice Fonseca (FURG), Aparecida Maria Nunes (UFA), Arthur Carvalho (UFA), Cláudia Martins (FURG), Eliane Campello (FURG), Jonas Goettert (UFGD), Monica Rector (Chapell Hill), Nícea Nogueira (UFJF) e Renata Pinheiro (UFPel); 3 traduções, realizadas por Nubia Hanciau, Alice Fonseca e Eliane Campello e Kelley Duarte, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG-RS), de artigos de autoria de pesquisadoras estrangeiras, especializadas na obra de Lispector, sendo elas, respectivamente: Claire Varin, do Canadá, Claire Williams, da Universidade de Oxford, Inglaterra e Nadia Setti, da Universidade Paris VIII, França; 3 resenhas, feitas por Renata Requião e Lilian Hack, Marina de Oliveira e Renata Requião, respectivamente, de obras clássicas acerca da produção clariceana, tais quais: Clarice Lispector: figuras da escrita (2012), de Carlos Mendes de Sousa, Clarice em cena: as relações entre Clarice Lispector e o teatro (2007), de André Gomes e O alvoroço da criação: a arte na ficção de Clarice Lispector (2019), de Solange R. de Oliveira, além do depoimento da artista Beth Goulart, intitulado “Clarice e eu, simplesmente nós”.

Autor(es) do livro: ELIANE TEREZINHA DO AMARAL CAMPELLO (Org.)

ISBN: 978-65-86625-15-8

Como adquirir o livro: O livro pode ser adquirido: - na Livraria Vanguarda, em Rio Grande e Pelotas, no Rio Grande do Sul. www.livrariavanguarda.com Fone: (53)21251234 - na Livraria Bamboletras, em Porto Alegre (RS). www.bamboletras.com.br - Fone: (51)32218764; (51)9925568854 (Whatsapp) - diretamente com a organizadora: elianecampello@ gmail.com - Fone: (53) 999712054 (Whatsapp)

Contos Resistentes

O livro Contos Resistentes traz três contos contemporâneos que refletem a respeito de temáticas relacionadas ao contexto da pós-modernidade. "Violeta", em um processo intertextual, revela o mundo das mulheres e meninas pretas que vivem em comunidades dominadas pela violência e pela ganância de grupos de extermínio. "Meu Farol", através do olhar imaginativo de um menino que ama futebol, traduz a realidade de crianças feitas como "mulas" pelo tráfico internacional de drogas. E, por último, "Até quando", que baseando-se em um fato real ocorrido no ano de 2019, retrata a tragédia de uma família de refugiados em busca "melhores oportunidades" em terras estrangeiras.

Autor(es) do livro: Yusseff Capra (codinome de Jacqueline de Faria Barros). Ilustrações: Clistnerd (Pedro Odenyr).

ISBN: 9788569589471

Como adquirir o livro: @yusseffcapra jacefadu@gmail.com @dowslleyeditora @pedroo_fbr Telefones: 5521985130277/5521987243098 Avenida Visconde do Rio Branco, 763. São Domingos, Niterói. RJ CEP 24020007

Ecos no coração da terra

Por Luís Heleno Montoril del Castilo: Terra, família e gerações de vencidos compõem Ecos no coração da terra. Através de suas vozes-fragmento, um tempo de memória vazada parece impor um silêncio. Um silêncio de ausência e de uma espécie de falha feita de vidas interrompidas, senão mesmo interditadas pelo destino violento dos que buscaram assentar-se em terras de uma região como a Amazônia. É assim que as camadas de tempo vão aos poucos se descortinando, em seu silêncio, no coração da terra, até o limite da mais aguda fantasmagoria, como nesse “eco” de Benjamin: “Nestas terras reina uma lei absoluta. E nestas leis somos obrigados a aceitar todas as ordens, todas as decisões, até nosso próprio desterro. Somos uma família, uma família deste país que parece estar sempre no passado, e com nossas sombras fantasmagóricas, nossos rostos cadavéricos assombramos o futuro. É assim nesta terra, é assim neste pedaço de país”. Ou no “eco” da mãe: “Para mim, eles redescobriram a única linguagem que nos sobrou, a dos gestos. Não temos mais língua, não temos mais pátria, não temos mais terra. Sem-terra, nos tornamos Sem-terra, como o mito dos nômades, daquela multidão de miseráveis que peregrinam de terra em terra, à procura de trabalho, à procura de pão, à procura de paz, à procura.” Ecos no coração da terra narra e resiste ao silêncio, e à sua mais aterrorizante manifestação, o esquecimento soterrado.

Autor(es) do livro: Rafael Azevedo

ISBN: 978-65-89624-44-8

Como adquirir o livro: www.kotter.com.br/loja/ecos-no-coracao-da-terra-rafael-azevedo/ www.travessa.com.br/ecos-no-coracao-da-terra-1-ed-2021/artigo/b7077640-015f-4096-959a-398e638544b1 www.martinsfontespaulista.com.br/ecos-no-coracao-da-terra-950155/p E-mail do autor: rafaelazevedoescritor@gmail.com

ESCRITORAS BRASILEIRAS E A LITERATURA JUVENIL: TENSÕES E REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO

: Este trabalho analisa, na interseção entre a crítica literária feminista e a crítica literária juvenil, em corpus de autoria de mulheres, como a mulher é representada no que tange aos papéis sociais de gênero, de modo a compreender por meio de quais estratégias discursivas as autoras elaboram a emancipação e a resistência da mulher frente ao patriarcado. Partimos da análise de personagens primárias e secundárias em obras brasileiras publicadas no período de 1979-1984, no final do governo militar e início do processo de redemocratização do país. Debruçamo-nos sobre a literatura juvenil para analisar, especificamente, as representações do protagonismo da mulher em um corpus composto por seis obras: Uma ideia toda azul (1979), de Marina Colasanti; O sofá estampado (1980), de Lygia Bojunga; Bisa Bia, Bisa Bel (1982), de Ana Maria Machado; O mágico de olho verde (1984), de Alciene Ribeiro Leite; O outro lado do tabuleiro (1984), de Eliane Ganem e A cor do azul (1984), de Jane Tutikian. Nosso trabalho capta o momento em que a literatura juvenil escrita por mulheres é reinventada no campo editorial brasileiro e é inaugurado um intenso processo de questionamento dos papéis sociais de gênero na literatura escrita por mulheres. Tal movimento é motivado, especialmente, pela segunda onda feminista. Defendemos a tese de que o sistema literário (CANDIDO, 1999; 2000), que se fundamenta sob o discurso patriarcal, tem uma ruptura na passagem da década de 1970 para a de 1980, quando as escritoras se apropriam da literatura juvenil.

Autor(es) do livro: MAISA BARBOSA DA SILVA CORDEIRO

ISBN: 978-65-88000-06-9

Como adquirir o livro: O livro pode ser adquirido pessoalmente, pelo meu Instagram @tramaliteraria

FÁBULAS DA CIÊNCIA: Discurso Científico e Fabulação Especulativa

Esta obra é um ensaio sobre o tema das Duas Culturas, proposto pelo físico e romancista britânico C.P. Snow numa palestra em 1959. As Duas Culturas que o autor se referia eram as ciências naturais e a literatura ficcional. Snow considerava haver um hiato crescente causado pela incompreensão mútua de linguagem entre os dois campos, como se fossem culturas diferentes. Mais tarde, o entendimento das duas culturas migrou para a oposição entre ciências exatas e ciências humanas, conhecida como “as guerras da ciência” (science wars). O ensaio oferece nova abordagem para este problema pela via da narrativa, ou de suas inscrições no discurso científico “analítico-referencial”. O estudo se divide em três partes, de acordo com o modelo heurístico do problema da “dupla fenda”. Na primeira parte estuda-se como os modos discursivos da ciência, como os de Galileu no início da Revolução Científica, dos artigos científicos ou da literatura de divulgação científica, como as obras do físico brasileiro Marcelo Gleiser, apresentam elementos narrativos em sua escrita. A segunda parte apresenta estudos de obras de escritores ligados à tradição literária da ficção científica, como Mary Shelley e Stanislaw Lem, mas que podem ser melhor classificados como autores de fabulação especulativa, pois suas obras emulam narrativamente as formas discursivas das ciências naturais. Finalmente, na última parte, uma análise dos experimentos mentais e da obra do escritor Italo Calvino realiza um estudo sobre a “superposição” entre os modos discursivos das duas culturas e de como eles são elaborados narrativamente em vários exemplos.

Autor(es) do livro: Guilherme Preger

ISBN: 9786586052404

Como adquirir o livro:
grammaeditora.com/produtos/fabulas-da-ciencia-discurso-cientifico-e-fabulacao-especulativa/
www.travessa.com.br/fabulas-da-ciencia-discurso-cientifico-e-fabulacao-especulativa-1-ed-2021/artigo/6d2629ac-0186-4da3-b8bf-67a41f9da0ba

Herói Pop

Herói Pop consiste em analisar o romance Mastigando Humanos de Santiago Nazarian, buscando pensar a questão do herói juvenil como mito neoliberal midiático. A discussão empreendida foi norteada pelo viés da literatura pop e assim, sistematizando a referencialidade do discurso, relaciona-se à cultura juvenil e à ideia de herói na contemporaneidade. O texto perpassa pelo imaginário acerca do herói contemporâneo, produto da cultura de consumo adolescente, através do olhar crítico próprio do discurso pop. A partir da conceituação, são levantadas questões sobre a cultura de consumo, identificando as estratégias da construção de um conceito de adolescência, na qual a figura do jovem foi forjada como consumidor ideal e como modelo de um estilo de vida. Ao relacionar a literatura pop e a cultura juvenil, movimenta-se o mito do herói como status de celebridade, relendo características do herói clássico da antiguidade e do anti-herói da modernidade em uma possibilidade inalcançável e mítica.

Autor(es) do livro: Gabriela Lopes

ISBN: 9786599240690

Como adquirir o livro: O livro pode ser adquirido no site
www.riscagab.com/ ou diretamente com autora através do email gabrielalvandrade@gmail.com e do celular (71) 99102-5508.

LINGUA MUNDIAL TRADUÇAO E DOMINAÇÃO

A língua mundial: tradução e dominação é uma edição inédita em português do último livro de Pascale Casanova (2015), que, assim como A república mundial das letras, discute a tradução. Por meio do caso exemplar do francês, das duas transformações e das forms de dominação que tem exercido, Casanova propõe um quadro inovador para analisar os mecanismos de dominação linguística em que o bilinguismo é um dos indicadores mais fortes de dependência linguística e a língua mundial é a língua do poder.

Autor(es) do livro: Autora: Pascale Casanova | Tradutora: Marie Helene Catherine Torres

ISBN: 9786558460343

Como adquirir o livro: 9786558460343
livraria.ufsc.br/produto/1240/a-lingua-mundial--traducao-e-dominacao

Lord Byron - Sol dos Insones - Antologia poética

O trio de tradutores (Bruno Palavro, Leonardo Antunes e Pedro Mohallem) nos entrega um novo Byron — novo e ainda assim o mesmo. Na primeira parte desta coletânea, encontramos poemas extraídos de Hours of Idleness ­— o primeiro livro de Byron, publicado quando o autor tinha 19 anos. Em seguida, vêm trechos de Hebrew Melodies: fruto da simpatia do autor pelos povos desvalidos e dominados, a obra nos lança, em seus melhores momentos, de forma assustadoramente verossímil, no severo e desértico universo do Velho Testamento (é o caso do magnífico The Destruction of Senacherib). Na terceira parte, há poemas avulsos, incluindo uma das melhores composições curtas em língua inglesa: Darkness. A seção final desta coletânea contém fragmentos de épicos byronianos, como Childe Harold’s Pilgrimage e Don Juan. Ao verterem esses poemas, os tradutores mantiveram o esquema de rimas e o verso medido — porém, sabiamente, escolheram expandir as sílabas de cada linha em português. Assim, um pentâmetro iâmbico pode tornar-se um verso de doze sílabas, enquanto um tetrâmetro pode tornar-se um decassílabo. O ganho de espaço em cada linha permite que o vernáculo se expanda e floresça. E a leitura não apenas flui, como surpreende.

Autor(es) do livro: Bruno Palavro, Leonardo Antunes e Pedro Mohallem

ISBN: 978-65-5778-039-8

Como adquirir o livro:
www.editorazouk.com.br/pd-8c24db-capa-dura-lord-byron-o-sol-dos-insones-antologia-poetica.html?ct=&p=1&s=1
www.editorazouk.com.br/pd-8c24d2-lord-byron-o-sol-dos-insones-antologia-poetica.html?ct=&p=1&s=1

Mariana Luz: Murmúrios e outros poemas

Em 10 de maio de 1949, Mariana Gonçalves da Luz se tornou a segunda mulher a ingressar na Academia Maranhense de Letras. Professora, cronista, dramaturga e poeta, a autora foi uma daquelas mulheres que abriram caminho para as letras femininas no século XIX. Com traços parnasianos e expressão de tendências românticas e simbolistas, seus versos abrem-se a uma diversidade de temas. Por meio de uma delicada musicalidade, a natureza se revela mais que uma pintura do elemento natural, e traduz uma carga forte de crítica social. A religiosidade e o tema da morte são também presenças marcantes em seus poemas, bem como a passagem do tempo que se associa ao pessimismo, em construções onde a quadra feliz e inocente da infância e da tenra juventude é deixada para trás em movimentos disfóricos carregados de desilusão, solidão e tristeza. Através de uma atmosfera sombria e crepuscular, a dor, o sofrimento e a melancolia, constituem seus temas por excelência. Seu pequeno livro de poemas, Murmúrios, foi publicado em 1960, alguns meses após a morte da poeta. Uma segunda edição veio a público, em uma pequena tiragem, em 1990. Neste volume, Gabriela Santana, através de um criterioso trabalho de estabelecimento do texto, oferece ao leitor a terceira edição de Murmúrios, totalmente revisada e ampliada. Além do ensaio crítico e das notas explicativas, esta edição conta com biografia sobre a autora e enriquece o conhecimento sobre a poeta maranhense, que ficou, por longas décadas, esquecida pelo público e desconhecida na Academia.

Autor(es) do livro: Gabriela Santana

ISBN: 978-65-88222-04-1

Como adquirir o livro: Livraria e Espaço Cultural AMEI - São Luís Shopping (98) 3251 3744 - (98) 9 8283 2560 (WhatsApp) E-mail: amei.osfl@gmail.com Site:
www.ameilivraria.com/

Mobilidade e resistência na literatura brasileira contemporânea (Coleção Polifonia Acadêmica)

A narrativa brasileira das últimas décadas tem deixado profundas marcas em termos de representação de tempos e espaços em movimento. Ora por meio de geogra?as feitas de ?uxos que extrapolam e dissolvem as fronteiras do nacional, ora pelo imbricamento entre história e memória a perpassar fatos coletivos pelo viés da subjetividade, as produções literárias do século XXI trazem consigo, entre margens difusas e re?exos distorcidos, olhares únicos sobre um mundo transformado em ruínas, em meio às quais a esperança se transforma em símbolo de resistência. Os textos deste livro de ensaios em literatura brasileira analisam as seguintes obras: Algum lugar, de Paloma Vidal; Rio-Paris-Rio, de Luciana Hidalgo; Hanói, de Adriana Lisboa; Inferno provisório, de Luiz Ru?ato; Estive lá fora, de Ronaldo Correia de Brito; K. Relato de uma busca, de Bernardo Kucinski; Outros cantos, de Maria Valéria Rezende; Sob o peso das sombras, de Francisco Dantas; Machamba, de Gisele Mirabai; a obra de Ferréz; Literatura, pão e poesia, de Sérgio Vaz. Por ?m, a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo e a Jornada em Movimento são estudadas pelo viés da problemática da leitura.

Autor(es) do livro: Gínia Maria Gomes (org.); Cimara Valim de Melo; Sheila Katiane Staudt; Luciane Figueiredo Pokulat; Simone Vargas; Antônio Marcos Vieira Sanseverino; Cristiane da Silva Alves; Glauciane Reis Teixeira; Lúcia Regina Lucas da Rosa; Luciana Paiva Coronel; Vera Lúcia Cardoso Medeiros; Miguel Rettenmaier; Fabiane Verardi Burlamaque

ISBN: 978-65-87420-01-1

Como adquirir o livro: O livro pode ser adquirido através da editora Polifonia:
www.editorapolifonia.com.br/index.php?pgn=livro&id=11 ou pela Amazon:
www.amazon.com.br/Mobilidade-resist%C3%AAncia-literatura-brasileira-contempor%C3%A2nea-ebook/dp/B08PCCQL6R

Narrativas brasileiras contemporâneas: memórias da repressão

As narrativas dessa coletânea dão visibilidade a um período autoritário e repressivo, em que as vozes divergentes eram caladas. Os ensaios aqui reunidos, ao exibirem várias faces dessa época, contribuem para contar aquilo que a história oficial procurou apagar.

Autor(es) do livro: Gínia Maria Gomes (org.), Eurídice Figueiredo, Maria Zilda Cury, Cristiane da Silva Alves, Sheila Katiane Staudt, Helena Bonito C. Pereira, Juliane Vargas Welter, Maria Rosa Duarte de Oliveira, Luciana Coronel, Sandra Assunção, Karina de Castilhos Lucena, Antônio Marcos Sanseverino e Jaime Ginzburg.

ISBN: 978-65-87420-02-8

Como adquirir o livro: O livro pode ser adquirido através da editora Polifonia:
www.editorapolifonia.com.br/index.php?pgn=livro&id=10 ou pela Amazon:
www.amazon.com.br/Narrativas-brasileiras-contempor%C3%A2neas-repress%C3%A3o-Polifonia-ebook/dp/B08P65SYRB

Narratologia: introdução à teoria da narrativa

Desde que Todorov cunhou o termo em 1969, a narratologia ganhou fôlego e se firmou como disciplina não apenas dentro dos estudos literários, mas também de outros campos do conhecimento tão distintos quanto o das artes plásticas, o da ciência forense e o da psicanálise. Este livro tem sido reconhecido como leitura essencial para os interessados nos estudos narratológicos. Em seu percurso junto ao público desde a primeira edição de 1985, o livro "Narratologia" ganhou atualizações importantes, chegando à sua quarta edição em 2017 mais amadurecido pela pesquisa e experiência docente da autora e pela frutífera interlocução mantida com os leitores. O público brasileiro tem agora acesso a este importante manual introdutório sobre a disciplina, rico em exemplos e em uma linguagem ensaística, mas, ainda assim, assertiva.

Autor(es) do livro: Mieke Bal , Trad. Elizamari Rodrigues Becker, Rosalia Neumann Garcia, Aline Silva Lampert, Regina Caballero Fleck, Cristina Bordinhão

ISBN: 9786558050117

Como adquirir o livro:
livraria.ufsc.br/produto/1238/narratologia--introducao-a-teoria-da-narrativa

Novos fármacos & outras histórias

"A coletânea de contos Novos fármacos e outras histórias, de Juliano Klevanskis, afirma, com todas as letras que “toda leitura é arriscada, é um mergulhar no passado”, portanto, se assim é, vale a pena o risco e a imersão. Todas as histórias narradas apresentam-se no equilíbrio sutil desses dois eixos que se dobram e se desdobram em múltiplos outros sentidos que desafiam a leitura contemplativa ou passiva. [...] Inscrevem-se, portanto, esses insurretos contos de Juliano Klevanskis, numa tradição pouco afeita à leitura preguiçosa e ao passo descompromissado. De Machado de Assis a Moacyr Scliar, mestres do conto brasileiro; de Jorge Luis Borges a Franz Kafka, o jovem escritor se inicia na arte de contar, oferecendo ao leitor contemporâneo o perigo dos precursores, a teia enoveladora da reescrita" (Lyslei Nascimento, UFMG)

Autor(es) do livro: Juliano Klevanskis Candido

ISBN: 978-8594940223

Como adquirir o livro: Livraria Scriptum:
www.livrariascriptum.com.br/produtos/novos-farmacos-outras-historias-contos/

O Ancestral

“A obra, O Ancestral, retrata a saga de um jovem que deixa sua cidade de origem, em direção à Capital Federal (Brasília), para onde vai estudar e descobrir o mundo novo e a si mesmo. O personagem central é autobiográfico em certa medida e sua saga é marcada por uma dimensão psicológica que mescla o passado e o presente, o real e o mental-ficcional em uma sequência de tramas que ganham magia e poesia em cada linha da prosa. O mote que norteia o percurso fundamenta-se no binômio poesia-escritura que se desdobra em voz e inscrição e, partindo dessa noção, o mundo do ancestral se abre em poesia, enigma e silêncio, que falam para além do dito. O personagem, que é o descendente e o ancestral em uma única experiência, mesclando mundos e tempos, experiências e fantasias, desejos e traumas, medos e angústias, realidade e sonho, criando uma ambientação fantasmagórica que evoca o fantástico, mas que não perde o realismo em sua totalidade, cria uma dimensão onírica que inebria”. (Trecho do prefácio escrito por Joaquim Teles de Faria – professor, poeta e mestre em literatura)

Autor(es) do livro: Jucelino de Sales (como assina a obra: J. Juça Sales)

ISBN: 978-65-00-11687-8

Como adquirir o livro: O livro pode ser adquirido com o próprio autor, através do endereço de e-mail: disallesart@gmail.com ou do telefone WhatsApp: (61) 998341262

O Inferno órfico do serial killer no drama de Bernardo Santareno

Diante de uma sensibilidade altamente excitada e nervosa pela prisão do casal serial killer Ian Brady e Myra Hindley, cabe perguntar: quais seriam as relações entre o crime e o amor? Quais forças teriam motivado esse fatídico casal inglês a matar, com zelo cruel, um adolescente homossexual, uma criança negra e outra criança judia? Quanto mais as narrações ganhavam versões sensacionalistas, mais o clamor público proclamava sua repugnância ante a face monstruosa e cruel do casal assassino. Quais seriam as relações entre essa história ubuesca e as mídias inglesas que exploraram à farta seus episódios mais macabros? Tiquetados por Moors Murderers, os relatos dos fatos chegam aos jornais portugueses, e a partir deles, Bernardo Santareno plasma a peça dramática O Inferno.

Autor(es) do livro: Valdeci Batista de Melo Oliveira

ISBN: 978-65-5869-225-6

Como adquirir o livro:
pedroejoaoeditores.com.br/site/o-inferno-orfico-do-serial-killer-no-drama-de-bernardo-santareno/

Romance de Formação: Caminhos e Descaminhos do Herói

Romance de Formação: Caminhos e Descaminhos do Herói reúne 26 ensaios sobre a representação literária de trajetórias formativas, masculinas e femininas, na Modernidade. Considerado um subgênero de romance, o termo “romance de formação” foi cunhado no século XIX a propósito de Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, de Goethe. Esse romance alemão contemporâneo da Revolução Francesa expõe os dilemas de um jovem burguês diante dos desafios de encontrar a sua própria identidade e o seu lugar em um mundo em transformação. Paradigma de romance de formação, o clássico de Goethe reflete os dilemas do ser humano de seu tempo assim como projeta imagens de um possível futuro. No volume Romance de Formação: Caminhos e Descaminhos do Herói são abordadas, sob o prisma da formação, obras de diferentes contextos histórico-culturais e sob amplo espectro de perspectivas críticas. De acordo com o romancista Milton Hatoum, que assina a contracapa do livro: “Talvez Dom Quixote seja o mais nobre e distante precursor do romance de formação, mas o modelo ou paradigma do Bildungsroman é atribuído a outra obra monumental do Ocidente: Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, de Goethe. Se o romance da desilusão do século XIX pode ser lido como desdobramento ou variante do romance de formação, na literatura moderna e contemporânea, grandes narradores também assimilaram elementos estruturais desse gênero, dando-lhe nova feição.”

Autor(es) do livro: Marcus Vinicius Mazzari e Maria Cecilia Marks

ISBN: 978-65-5580-007-4

Como adquirir o livro: O livro Romance de Formação: Caminhos e Descaminhos do Herói pode ser adquirido pelo site da Ateliê Editorial com preço promocional:
www.atelie.com.br/livro/romance-de-formacao-caminhos-e-descaminhos/

Tradução em (ent)revista: Simone Schwarz-Bart e as tradutoras brasileiras

Propõe uma reflexão ampla sobre o exercício e os mistérios inerentes ao ofício do tradutor. O livro reúne entrevistas com Estela dos Santos Abreu e Eurídice Figueiredo, responsáveis por verter ao português, respectivamente, os livros A ilha da chuva e do vento (em 1986) e Joãozinho no Além (em 1988). Apresenta também uma entrevista com a escritora guadalupense Simone Schwarz-Bart, autora das referidas obras, cuja escrita engajada é fortemente ancorada nos costumes caribenhos. Os capítulos revelam rituais, práticas, prazos, dificuldades e repercussões dos trabalhos das tradutoras entrevistadas, descortinando aspectos vitais para que se alcance qualidade e o papel estratégico que a tradução desempenha no processo de receptividade de uma obra pelo público. Tradução em (ent)revista também é um testemunho dos processos que envolvem a tradução de obras caribenhas no Brasil, estimulando debates e estudos sobre a área.

Autor(es) do livro: Vanessa Massoni da Rocha

ISBN: 978-65-991111-1-2

Como adquirir o livro: Pelo site da EdUERJ:
eduerj.com/?product=traducao-em-entrevista-simone-schwarz-bart-e-as-tradutoras-brasileiras

Triz

Este livro se propõe a explorar poeticamente o amplo campo semântico da palavra que lhe dá título: triz. Explora, além da expressão a que está geralmente associada ("por um triz"), suas acepções menos usuais, como “quase nada” e “átimo”. Os poemas trazem um tom intimista e pessoal, abordando o temas como a transitoriedade, o eu e o outro, o perigo (e o medo) de viver. São 31 poemas, em versos livres, organizados de modo a criar um diálogo entre si. Como escreveu a poeta e doutora em Letras Masé Lemos, em Triz, “novas possibilidades da lírica contemporânea são exploradas, para além da melodia clássica, da tradição romântica ou da impessoalidade moderna. Neste livro delicado, mas perigoso, predomina a poética do instante e do quase nada. [...] A simplicidade vocabular escolhida pela poeta cria um mundo muito próximo e concreto, mas sua dicção lírica singular provoca enervamentos rítmicos pelo uso preciso e sutil da rima e dos cortes e cesuras presentes em seus versos. [...] O livro constrói uma lírica no feminino, mote principal deste livro inteligente, um jardim das delícias e agruras do performar o gênero, 'sem meio termo terceira via/caminho do meio'. Assim, questiona as condições do surgimento do eu, 'visto o papel/pinto no rosto', e assume a dimensão ética da poesia, ao relatar a si mesma sempre pela interpelação do outro, em um constante 'mergulho em ti'".

Autor(es) do livro: Rachel Ventura Rabello

ISBN: 9786586139181

Como adquirir o livro: Amazon
www.amazon.com.br/Triz-Rachel-Ventura/dp/658613918X Americanas.com
www.americanas.com.br/produto/1826071518/triz Editora Penalux
www.editorapenalux.com.br/loja/triz

Um estranho espadarte na aldeia

“Um estranho espadarte na aldeia” é uma escrita que permite o encontro de diferentes culturas, com estranhamentos e atos de solidariedades de ambos os lados. A narrativa versa sobre a saga de um homem de origem italiana que fugiu de um presídio instalado no coração da densa floresta amazônica, alcançando uma aldeia do povo Karipuna, situada às margens do rio Curipi, um belíssimo cenário que faz lembrar as narrativas bíblicas que descrevem o jardim do Éden. Baseado em pesquisas etnográficas e em narrativas historiográficas, o texto converge histórias do cotidiano do presídio de Clevelândia do Norte – criado pelo governo republicano brasileiro na década de 1920, visando combater as forças políticas oposicionistas – com as tradições indígenas dos arredores, no município do Oiapoque – estado do Amapá, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. O presidiário fugitivo, de formação anarquista e eurocentrada, se envolverá com os habitantes daquela aldeia, onde se surpreenderá com os novos modos de vida e se apaixonará pelos rituais daquele povo. A trama, repleta de cenas cosmológicas, leva o leitor a refletir sobre o reencantamento da vida, sobre a importância da diversidade cultural e das culturas indígenas, bem como sobre temas ambientais, etnicidade e relações interétnicas.

Autor(es) do livro: Edson Kayapó

ISBN: 978-65-88866-42-9

Como adquirir o livro:
www.editoraprimata.com/produto/541590/um-estranho-espadarte-na-aldeia-de-edson-kayapo

Uma poética hídrica em The Waves, de Virginia Woolf

Esta obra mapeia questões centrais no romance As ondas (1931), de Virginia Woolf, estabelecendo um diálogo com a filosofia e a crítica especializada.

Autor(es) do livro: Patricia Marouvo

ISBN: 978-65-250-0800-4

Como adquirir o livro:
www.editoraappris.com.br/produto/5452-uma-potica-hdrica-em-the-waves-de-virginia-woolf

Viagem em transe mítico: mestiçagens, imaginários e reencantamento do mundo

"Viagem em transe mítico: mestiçagens, imaginários e reencantamento do mundo" é um livro acadêmico, fruto das leituras, da investigação e das reflexões de Fábio R. Penna para a sua pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais do Cefet/RJ. Não se engane, porém: ao analisar o romance "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra" (Mia Couto, 2007), Penna constrói suas análises e narrativas de modo poético e conduz o leitor a uma viagem mítico-poética-espacial supreendentemente agradável. O livro de Mia Couto leva-nos entre dois diferentes mundos, e a análise de Fábio Penna é uma companhia afável nessa jornada, mostrando-nos interpretações sensíveis dos caminhos que o escritor moçambicano escolheu para seus personagens. Numa conexão sofisticada entre Campbell, Mia Couto, Todorov, Alassane Ndaw, Hampâté Bâ, Harry Garuba, entre tantos outros e outras, o pesquisador, em sua postura ética diante da ancestralidade, da literatura e da cultura, nos conduz a reflexões sobre mito, literatura, animismo, mestiçagens, hibridação, tradição e modernidade, e, ao fazer isso, provoca-nos a questionamentos sobre o social, sobre o “eu” e sobre o “outro”, o que é uma marca de seu desejo de construir um mundo melhor, mais vibrante, mais mágico e mais feliz. Fábio põe em prática aquilo que teoriza: a poesia pode nos transformar em humanos melhores.

Autor(es) do livro: Fábio Rodrigo Penna

ISBN: 9786525000602

Como adquirir o livro:
www.editoraappris.com.br/produto/5174-viagem-em-transe-mtico-mestiagens-imaginrios-e-reencantamento-do-mundo

Vozes da resistência: ecos ditatoriais na literatura brasileira do século XXI

Esta coletânea pretende iluminar um tempo de agruras. As narrativas que esses ensaios contemplam mostram as faces apagadas da história oficial. Faces de uma época que urge rememorar para que seus fantasmas não continuem nos assombrando. Faces de personagens anônimas, ou não, que foram assassinadas por um poder repressor que calava as vozes dissonantes. Os ensaios deste livro analisam as seguintes obras: K. Relato de uma busca, de Bernardo Kucinski; Antes do Passado, de Liniane Haag Brum; Mar azul, de Paloma Vidal; Pra amanhecer ontem, de Anna Mariano; Não falei, de Beatriz Bracher; Estive lá fora, de Ronaldo Correia Brito; Na Teia do Sol, de Menalton Braff; A noite da espera, de Milton Hatoum; Rio-Paris-Rio, de Luciana Hidalgo; Írisz: as orquídeas, de Noemi Jaffe; e Cinzas do Norte, de Milton Hatoum.

Autor(es) do livro: Gínia Maria Gomes (org.), Rafael Nunes Ferreira, Luciana Paiva Coronel, Cristiane da Silva Alves, Júlia Azzi, Simone Vargas, Guilherme Barboza de Fraga, Mirvana Luz Teixeira, Sheila Katiane Staudt, Camila Rodrigues Boff e Luís Adriano de Souza Cezar.

ISBN: 978-65-87420-06-6

Como adquirir o livro: O livro pode ser adquirido através da editora Polifonia:
www.editorapolifonia.com.br/index.php?pgn=livro&id=20 ou pela Amazon:
www.amazon.com.br/Vozes-resist%C3%AAncia-ditatoriais-literatura-brasileira-ebook/dp/B092B8VCDK

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