(In)visibilidades urbanas: cultura marginal em espaços da cidade de Juazeiro do Norte

PÔSTER - XVIII Encontro ABRALIC

Maria Jocilane da Silva

ORIENTAÇÃO: Elane Abreu de Oliveira

RESUMOS: Neste presente trabalho propomos apresentar a existência de corpos marginais que resistem nos espaços urbanos de Juazeiro do Norte, cidade no sul do Ceará. No segundo ano do projeto de pesquisa "(In)Visibilidades urbanas: perspectivas comunicacionais e estéticas da imagem de Juazeiro do Norte atual", houve a fase de investigação dedicada à "cidade marginal”. Nos estudos sobre essa perspectiva de cidade, a cultura marginal é percebida através de corpos marginais que se unem aos espaços e se tornam comunicação destes (COUTINHO, 2014). Com base na compreensão da rua como o “lugar da malandragem e da marginalidade” (RATTS, 2009), vimos que, pelas ruas do bairro João Cabral, em Juazeiro do Norte, há presença da cultura do reisado. O grupo Reisado dos Irmãos, liderado pelos brincantes e mestres de reisado Raimundo Evangelista e Antônio Evangelista, é exemplo de expressão ativa do bairro. Já às margens do memorial Padre Cícero, monumento histórico da cidade, no bairro Socorro, encontramos expressões musicais como a Batalha do Cangaço (uma das batalhas de rap que margeia o local), sendo também um território importante para o rapper Johnny Positive. A linguagem marginal exposta a partir dos versos do rapper, bem como a do coletivo popular dos reisados nas ruas, fazem parte de produções contra-hegemônicas da cidade e que comunicam por estéticas invisibilizadas em discursos midiáticos dominantes.

PALAVRAS-CHAVE: cidade; rua; comunicação; margem; cultura

REFERÊNCIAS: COUTINHO, Eduardo Granja. A comunicação do oprimido e outros ensaios. Rio de Janeiro: Mórula, 2014. RATTS, Alex. Traços étnicos: espacialidades e culturas negras e indígenas. Fortaleza: Museu do Ceará - Secult, 2009.