"O tapete voador": A ascensão social do negro no Brasil

PÔSTER - XVIII Encontro ABRALIC

Larissa Cavalcante Barboza

ORIENTAÇÃO: Nicia Petreceli Zucolo

RESUMOS: Desde que a população negra no Brasil passou a ser “livre” – não mais escravizada –, há a busca por ocupar espaços de trabalho cada vez mais elevados e igualitários, em relação aos brancos. Entretanto, ainda persiste um pensamento colonial de que as pessoas negras não devem pertencer a esses lugares. O conto de Cristiane Sobral, “O tapete voador”, que dá nome à obra à qual pertence, trata sobre essa questão através de dois personagens distintos, que são Bárbara e o Presidente, cada um com personalidades únicas e formas diferentes de resistir ao racismo no contexto da ascensão social. Objetivou-se, neste trabalho, analisar o que representam essas duas figuras, e qual a ideia passada pela narrativa a partir do embate entre ambos os perfis que, embora opostos, são vítimas de um mesmo sistema. A partir disso, pretendeu-se, ainda, evidenciar como o conto desmistifica a ideia de meritocracia. Para isso, a obra “Tornar-se Negro” (1983), de Neusa Sousa, foi fundamental para embasar a discussão acerca da ascensão social do negro no Brasil; enquanto a obra de Silvio de Almeida, “Racismo Estrutural” (2019), foi de grande relevância para a reflexão acerca do racismo presente nas estruturas e nas instituições, que dificulta o avanço ou mesmo a permanência de pessoas negras em determinadas posições de poder.

PALAVRAS-CHAVE: literatura afro-brasileira, interseccionalidade, poder.

REFERÊNCIAS: ALMEIDA, S. L. Racismo Estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019. SOBRAL, C. O tapete voador. Rio de Janeiro: Malê, 2016. SOUSA, N. S. Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983.