Uma análise do monstro Wendigo em "O cemitério", de Stephen King

PÔSTER - XVIII Encontro ABRALIC

Gabriel Gandini Manoel

ORIENTAÇÃO: Deborah Walter de Moura Castro

RESUMOS: Nascido na literatura oral, Wendigo é uma criatura monstruosa das lendas de comunidades nativas do Canadá, que se popularizou tanto na cultura de seu país de origem quanto naquela dos Estados Unidos. Segundo Julio Jeha (JEHA: 2007, p. 18-22), monstros são uma metáfora para o mal, isto é, representam uma ruptura com as leis sociais, com aquilo que é considerado natural para a sociedade. Uma vez que estas leis são transgredidas, a principal consequência é o sofrimento humano. Margaret Atwood, no ensaio “Eyes of Blood, Heart of Ice: The Wendigo” livro Strange Things (In: ATWOOD: 1995), diz que o Wendigo tem sido visto como uma personificação do inverno, da fome e do egoísmo humano, ou ainda, uma combinação destas três. A presente pesquisa busca traçar o perfil do Wendigo na obra "O cemitério" (1983), do escritor Stephen King, a fim de entender como a criatura atua nas personagens do livro e o que ela representa para a nossa sociedade. Ao mesmo tempo, é de interesse deste estudo encontrar elementos da literatura gótica atrelados ao Wendigo na obra de King. O intuito é investigar quais características do gênero gótico influenciaram na construção deste monstro na história.

PALAVRAS-CHAVE: Wendigo, monstro, O cemitério, Stephen King, gótico.

REFERÊNCIAS: ATWOOD, M. Strange things: the malevolent North in Canadian literature. London: Virago Press, 2004. Disponível em:<https://books.google.com.br/books?id=leYrPiFhhAQC&pg=PT44&lpg=PT44&dq=eyes+of+blood+heart+of+ice+margaret+atwood&source=bl&ots=QfMJvr2XtC&sig=ACfU3U1tzlgSvxvCPlsqDiuyysxSaZ65RQ&hl=pt-BR&sa=X&ved=2ahUKEwill6rR3_D1AhX5q5UCHaRWB20Q6AF6BAgOEAM#v=onepage&q=eyes%20of%20blood%20heart%20of%20ice%20margaret%20atwood&f=false>. Acesso em: 27 abril 2021. JEHA, J. "Monstros como metáfora do mal". In: Monstros e monstruosidades na literatura (Org.). Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007. p. 9-31. KING, S. O cemitério. Tradução de Mário Molina. Rio De Janeiro: Objetiva, 2013.