Narrativas, estudos de gênero e performatividade: a construção da protagonista do filme A Garota Dinamarquesa

PÔSTER - XVII Congresso Internacional ABRALIC

Luan Ximenes Dias

ORIENTAÇÃO: João Paulo Hergesel

RESUMOS: As narrativas audiovisuais são produtos midiáticos que colaboram fortemente para a construção de uma imagem – positiva ou negativa – de determinadas pessoas e/ou grupos sociais. Nesse sentido, pensando no cinema e no engajamento das questões pertinentes aos estudos queer, indaga-se: como se constituem as representações da transexualidade e da travestilidade nas narrativas audiovisuais? Para essa análise, a pesquisa adentra no campo teórico da Narratologia, elege-se como objeto de estudo o filme A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl, 2015). Como forma de aprofundar os estudos sobre esse fenômeno, a presente proposta de pôster tem como objetivo geral compreender a composição de uma personagem de narrativa audiovisual, por meio de seus aspectos poéticos e discursivos, tendo como base os estudos queer. Dentre os objetivos específicos, estão: revisar os estudos de gênero e sexualidade, com ênfase na vertente do cinema queer; compreender a teoria da performatividade e seu modo de manifestação nas narrativas midiáticas; explorar o conceito de transexualidade e travestilidade, bem como sua presença nas narrativas audiovisuais; e discorrer sobre diretrizes narratológicas para construção de personagens, observando sua aplicação no filme A Garota Dinamarquesa. O referencial teórico desta pesquisa consiste em uma análise narrativa do audiovisual, pautado nos estudos da estrutura da narrativa, proposto por Gancho (2006), embasado nos estudos da Teoria Queer, proposta por Butler (2016) e Lauretis (1994).

PALAVRAS-CHAVE: estudos queer; performatividade; narrativas audiovisuais; cinema.

REFERÊNCIAS: A GAROTA DINAMARQUESA, Direção de Tom Hooper. Roteiro de Lucinda Coxon. Reino Unido: Working Title Films, 2015. 1 DVD (119 min.), son., color. BUTLER, Judith P. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. Rio de Janeiro (RJ): Civilização Brasileira, 2016. GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. São Paulo: Ática, 2002. LAURETIS, Teresa de. A tecnologia do gênero. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (org.). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. p. 206-241.